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mar 17 2015

A POLÍTICA LOCAL ACABOU. SERÁ QUE VOLTA ALGUM DIA?

RENATO RIELLA

Alguns me perguntam como anda a política local. Respondo: acabou.

Quando um governo não tem nada a oferecer, não existe política.

O governador Rodrigo Rollemberg se posicionou de forma a fechar todas as torneiras, deixando os deputados distritais e os partidos limitados a pronunciamentos e debates no plenário da Câmara Legislativa.

Por isso, projetos começarão a ser rejeitados, mas nada muda, pois o governo está fechado dentro de si mesmo.

Agora, os deputados distritais estão rejeitando a proposta do GDF de reduzir de 31 para 24 o número de regiões administrativas. Como diria o governador Rollemberg: “Tanto faz!”

Não adianta manter no papel as administrações de “cidades” como Varjão, Fercal, Candangolância e algumas outras, onde não há qualquer estrutura administrativa.

Essas “regiões administrativas” e outras foram sendo criadas ao longo do tempo por pressão dos deputados distritais, mas funcionavam sem pessoal próprio (cargos de confiança), nem máquinas, nem tecnologia – e sem poder.

Se mantidas as 31 regiões administrativas, a precariedade será grande. Agora, mais ainda, pois o GDF montou uma central para fazer os processos de licenciamento urbano (alvará e habite-se), esvaziando ainda mais as administrações.

Na tentativa de voltar a se fazer política, o governador Rollemberg pode estudar uma sugestão.

Sugiro que mantenha as 31 regiões administrativas, dividindo-as de forma transparente em três níveis.

É claro que Varjão e Fercal ficarão num nível 3, com estrutura menor e mesmo salário menor para o administrador. Ceilândia e Taguatinga no nível 1, é claro. E assim por diante.

Não dá para manter no mesmo nível regiões tão diferentes. Algo precisa ser feito com coragem, numa nova divisão hierárquica.

O certo é que, na crise, o novo governador tem muito pouco o que dispor. E os políticos vão ficando liberados para fazer barulho.

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1 comentário

  1. Renata

    Muito bom Beto. Sem vocea jamais temioras estes momentos registrados. Espero que a ABES tenha como armazenar este acervo para no futuro relembramos o nosso passado. As coisas boas que estamos fazendo Uma abrae7o, Vitorio.

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