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out 28 2021

Aluguel com vencimento em novembro tem alta de 21,7%

Venda de imóveis novos em São Paulo tem queda de 30%, mostra Secovi | Agência  Brasil

Famílias que pagam aluguel com vencimento em novembro terão que desembolsar um valor 21,73% maior todos os meses para continuar na mesma moradia no próximo ano.

A alta corresponde à variação acumulada do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados hoje(28) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Em outubro, o indicador responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de aluguel vigentes no Brasil ganhou força, após uma leve queda de 0,64% apurada em setembro, e subiu os mesmos 0,64%. No acumulado do ano, o IGP-M acumula alta de 16,74%.

Na prática, os inquilinos que pagam atualmente um aluguel de R$ 1.300 terão que desembolsar R$ 1.582,49 (+R$ 282,49) para continuar morando no mesmo imóvel nos próximos meses. Para evitar o peso no bolso, especialistas recomendam a renegociação com o proprietário da residência.

André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, explica que a alta da “inflação do aluguel” ocorre com uma queda menos intensa nos preços do minério de ferro em outubro e o aumento do preço do diesel.

No mês, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,53%, após queda de 1,21% em setembro, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 1,05% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,8%. Os três indicadores são os responsáveis pela variação final do IGP-M.

Diante da recente diferença entre o IGP-M e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), algumas imobiliárias já passaram a utilizar a inflação oficial para reajustar os novos contratos de aluguel.

O tema é defendido por um grupo de entidades que representam lojistas de diversos segmentos que entraram com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) em defesa da alteração.

Uma proposta de mudança do deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) também foi apresentada na Câmara, mas esbarra no interesse dos shoppings, de financeiras que administram fundos imobiliários e do governo federal.

Fonte: R7

Foto: Agência Brasil

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