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nov 30 2015

APESAR DE TUDO, SOMOS BONS. SOMOS UM POVO DE MUITO AMOR E CARIDADE

Num país de tanta desmoralização, reconheço que vivi sempre cercado de gente boa. Tanta gente boa!!!… É a grande maioria dos brasileiros!

Já falei aqui da minha Tia Aurora, que passou mais de 50 anos só fazendo caridade em Salvador. Era tão santa, que os padres mais jovens se confessavam a ela na Igreja da Pituba. A nossa Aurorinha, engraçada e alto astral, dava aos padrecos a absolvição da fé e do bom senso, sem que os padres mais velhos – e ranzinzas – soubessem.

Quando estive no governo, ajudei muito uma professora aposentada, que alfabetizou centenas de garis no SLU, com péssimas condições de trabalho. Santa, santa, santa! Tirava seu próprio dinheirinho para comprar lápis, papel…

Me lembro com grande saudade da assistente social Conceição, que me levou a criar a Casa Aberta das crianças na 903 Sul (extinta quando saí do governo). Conceição saía de noite, numa Kombi, recolhendo meninos na Rodoviária, para que não dormissem ao relento, ao sabor do crime. Santa, santa, santa! – minha grande amiga.

Lembro do grande amigo Flory Machado, um dos maiores ortopedistas do mundo. Nos bons anos, ele chegava a atender quase 200 pessoas por dia, no Hospital de Base. Fazia isso como coisa muito natural, conferindo raio X na luz do sol, cercado de jovens médicos residentes – porque tudo valia para salvar vidas.

Tenho saudade da Miriam, que mantém, apenas com amor, a Creche Anjo da Guarda, em São Sebastião (estou devendo muitas ajudas a Miriam, meu Deus!).

Um casal amigo meu, classe A, doa parte da própria vida para manter o Nosso Lar, no Núcleo Bandeirante, onde são abrigadas com amor crianças que sofreram graves violências, inclusive sexuais. Duro de ver, necessário de se fazer. Surpreendente!

Um amigo praticamente irmão, durão, grego, chamado Lucas, me apresentou à Comunhão Espírita, na 604 Sul. Lá, as pessoas parecem que estão no céu, de tanta irmandade, tanta atenção, tanto amor dirigido aos desconhecidos. Obrigado, Lucas!

O brasileiro me surpreende. Deus deve estar observando tudo isso para nos salvar na hora certa.

Não somos tão ruins quanto parecemos, viu! (RENATO RIELLA)

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