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jun 05

ARTIGO SOBRE O NOVO LIVRO DE MAGNO MARTINS: O QUE, QUANDO, ONDE, COMO, PORQUE

 

JOSÉ ADALBERTO RIBEIRO, JORNALISTA (Profeta Adalbertovsky)

MONTANHAS DA JAQUEIRA – No princípio era o verbo. Estava escrito. Está escrito. Maktub. Ser repórter é um verbo. O escritor-repórter-jornalista-blogueiro Magno Martins é um verbo transitivo direto, plural. Verbos são palavras que dão nomes e sobrenomes aos bois, aos animais da fauna política, aos passarinhos da flora, terra, água, ar fogo, elementos da natureza. E também dão nomes às ressonâncias ultramagnéticas da natureza humana.

Os verbos comandam a patota dos substantivos, adjetivos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções. E essas criaturas fazem orações. Escrever poemas, reportagens e crônicas é fazer orações.

As linhas da vida são feitas de orações e emoções. O escritor e blogueiro Magno Martins compôs muitas orações neste vale de lágrimas, de sonhos e fantasias desde o berço no Vale do Pajeú.

O bem-aventurado poeta Maiakovski dizia: “Eu sou uma fábrica/ e se chaminés me faltam …” “A anatomia em mim enlouqueceu/ sou todo coração”. O bicho era uma fábrica de sonhos e poesia. Misturou sua paixão pela revolução bolchevique russa no século passado e a paixão por Lilitcka, e enlouqueceu. As paixões e as revoluções às vezes enlouquecem os corações.

O papaizinho eu sou pequenininho do tamanho de um passarinho, sou apaixonado pela vida, adoro minhas musas do dia a dia e Zeus me livre de enlouquecer. Nem morto. Anjos da guarda, protegei nossos corações no jardim das aflições e dos Aflitos!

Magno é uma fábrica sem chaminés, uma fábrica de notícias, uma cachoeira de informações.

Todíssimos os personagens da nossa fauna e os cenários de nossa fauna política são passados em revista na expedição jornalística de Mister MM, de Taboca a Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, Recife, Brasília et Orbi. Equivale a um safári nas selvas da política.

Magno é um escritor hexa, escreveu seis livros. Ser um escritor hexagonal é luxo. 1) – O Nordeste que deu certo 2) – O lixo do poder 3) –  A derrota não anunciada 4) – Reféns da seca 5) – Perto do coração 6) – Histórias de repórter. E tem mais dois no forno de sua oficina de neurônios: 7) – Fenômenos eleitorais e 8) – Santuários eleitorais do Bolsa Família. Será hepta e depois octa, mesmo sem ser octogenário.

Aviso: não torço por nenhum timezinho de futebol, nem pelo Ibis de Liverpool, nem pelo Real Madrid de Moscow, nem pelos cartolas da CBF de Zagalo, nem pelo Sport de Nova York, nem pelo Santa Cruz de La Sierra, nem pelo Barcelona do técnico Magrão.

Às vezes torço um pouquinho apenas pelo 13 de Campina Grande para matar as saudades da Serra da Borborema, feito o sertanejo Magno Martins Fonseca torce pelo Carcará de Salgueiro downtown.

A notícia tem cheiro, tem zumbido, tem cor, e também tem disfarces. O repórter é o cara que ouve o zumbido, sente o cheiro, fareja a notícia. É tipo o perfumista que segue a trilha para descobrir a melhor essência da notícia.

Mister MM navega na biosfera da notícia a bordo de sua bota de sete léguas.      As novas gerações, os jovens de 80 anos, 85 anos, 75 e até os veteranos de 20 e 25 anos embrenhados nas selvas da Internet e do noticiário irão conjugar aquele lead do jornalismo: o que, quem, onde, quando, onde e porque.

Meninas e meninos: as notícias são perecíveis. Hay que registrá-las na pedra do papel.

 

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