«

»

maio 18 2018

Aumenta percentual de jovens que não estudavam e nem trabalhavam; os nem-nem

O percentual de jovens na faixa etária entre 15 e 29 anos que não trabalhava e não estudavam no ano passado cresceu 1,2 ponto percentual, passando de 21,8% para 23%. Segundo a pesquisa do IBGE, no ano passado, em um universo de 48,5 milhões de jovens nesta faixa etária, 11,16 milhões estavam nesta condição (de não trabalhar e nem estudar), contra 10,54 milhões existentes em 2016.

Esta trajetória de crescimento da chamada “geração nem-nem”, segundo o IBGE, “pode estar relacionada ao momento econômico vivido pelo país”. Na análise segundo o sexo e a cor ou raça, 17,4% dos homens e 28,7% das mulheres de 15 a 29 anos de idade não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando. Entre as pessoas de cor branca, essa proporção foi 18,7% e entre as de cor preta ou parda saltou para 25,9%.

E este aumento veio dos grupos que não estavam estudando, mas que estavam ocupados, e também dos que estavam ocupados e estudavam. “Então houve uma queda também da ocupação e do estudo para o grupo de 15 a 29 anos. E este grupo acabou indo para os não ocupados e os que não estudavam”, avaliou a analista do IBGE Marina Aguas.

Segundo ela, “é importante mencionar que, no grupo de 18 a 24 anos, o que caiu entre 2016 e 2017 foi o percentual de pessoas que estavam ocupados e que estudavam e esta redução migrou todos para o grupo dos não ocupados e dos que não estudavam”.

“Quando a gente olha para o grupo de 25 a 29 anos, especificamente, observa-se que a ocupação, que era o maior grupo, caiu enquanto o grupo dos que não estudavam e não estavam ocupados se manteve estável: e isto tem a ver com a situação geral do país”, avalia.

A pesquisa constatou que, em 2017, 25,1 milhões das pessoas de 15 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional e não haviam concluído uma graduação. Nesse grupo se caracterizava por 52,5% de homens e 64,2% de pessoas de cor preta ou parda.

De 2016 para 2017, foram 343 mil pessoas a mais nessa situação, equivalendo a um aumento de 1,4% desse grupo. Dentre os motivos relacionados, as razões mais frequentes alegadas pelas pessoas foram por motivo de trabalho, ou seja, trabalhava, procurava trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (39,7%); não tinha interesse por estudar (20,1%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de pessoas (11,9%).

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho foram mais frequentes entre os homens (49,4%) do que entre as mulheres (28,9%) e ambos apresentaram queda frente a 2016 (50,6% entre os homens e 30,5% entre as mulheres). Além disso, 24,2% dos homens declararam não ter interesse em estudar ou se qualificar, percentagem que entre as mulheres foi 15,6%, ambos no mesmo patamar de 2016.

Entre as mulheres, também chama atenção o peso dos cuidados de pessoas e dos afazeres domésticos (24,2%), contra 0,7% dos homens.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*