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set 26 2019

Banco Central aumentou para 0,9% a estimativa de alta do PIB em 2019

O Banco Central (BC) aumentou de 0,8% para 0,9% sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. A estimativa consta do relatório trimestral de inflação, divulgado hoje (26).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Apesar da revisão para cima, a instituição continua prevendo desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira em 2019. No ano passado, o PIB cresceu 1,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No primeiro trimestre de 2019, a economia brasileira encolheu 0,2% mas, entre abril e junho, houve recuperação uma vez que foi registrado crescimento de 0,4% nesse período – o que afastou a recessão técnica, que se caracteriza por dois trimestres seguidos de queda da atividade.

De acordo com a instituição, o resultado melhor que o esperado para o PIB do segundo trimestre de 2019 favoreceu o “carregamento estatístico para o ano corrente, contribuindo para a elevação da estimativa de crescimento anual”.

“A projeção ora apresentada considera ritmo de crescimento ainda lento no terceiro trimestre, em linha com indicadores coincidentes divulgados até o momento, e aceleração no quarto trimestre, para a qual deve contribuir o impulso das liberações extraordinárias de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (Pis)/Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (Pasep)”, acrescentou.

A expectativa do Banco Central para o crescimento da economia brasileira neste ano está um pouco acima do que acredita o mercado financeiro. Pesquisa feita pelo próprio BC na semana passada com mais de 100 bancos mostra que previsão é de uma alta de 0,87% no PIB neste ano.

O BC também divulgou, pela primeira vez, sua previsão para o crescimento do PIB em 2020, que é de 1,8% de alta.

“Ressalte-se que essa perspectiva está condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira e pressupõe que o ritmo de crescimento subjacente da economia, que exclui os efeitos de estímulos temporários, será gradual”, informou.

Com informações de G1

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