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jun 11 2019

Bolsonaro deve reunir-se hoje com Moro para analisar vazamentos

O Palácio do Planalto anunciou que o presidente Jair Bolsonaro não vai comentar o vazamento de supostas conversas entre o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas pelo The Intercept Brasil.

Uma reunião entre o presidente Bolsonaro e o ministro da Justiça Sérgio Moura deverá realizar-se hoje (11) no Palácio do Planalto. Várias entidades brasileiras, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já pediram o afastamento dos cargos dos implicados.

Em relação às notícias referentes ao vazamento de informações sobre a Operação Lava Jato, o presidente da República não se pronunciará a respeito do conteúdo de mensagens e aguardará o retorno do ministro Moro para conversar pessoalmente, em princípio amanhã [terça-feira]”, informou o porta-voz da Presidência da República, general Octávio Rêgo Barros.

Segundo o porta-voz, só a partir da conversa com Moro é que o presidente deverá definir o que fazer em relação ao caso, para que o episódio não atrapalhe os planos do governo para retomar a economia do país.“A importância dessa reunião é o presidente conhecer, do próprio ministro Sérgio Moro, sua percepção e, a partir dessa conversa, traçar linhas de ação e estratégias para avançar no sentido de que tenhamos o país no rumo certo, em particular, no tema economia e, obviamente, outros temas que possam estar tangenciando esse tema e precisam ser solucionados o mais rapidamente possível”, disse.Questionado sobre eventual possibilidade de afastamento de Moro do cargo, Rêgo Barros foi taxativo: “jamais foi tocado neste assunto”.O porta-voz do governo informou que representantes dos três Poderes da República deverão assinar, na semana que vem, um pacto de entendimento com metas e ações que as instituições vão buscar, em conjunto, em favor da retomada do crescimento do país. A carta-conjunta estava prevista para ser assinada essa semana, mas Otávio Rêgo Barros disse que o texto ainda passa por ajustes.O presidente da Câmara dos Deputados anunciou que só assinaria o documento caso tivesse o aval dos líderes parlamentares, cujo consenso ainda não foi obtido.“O presidente e ministros do governo, em especial, o ministro Onyx Lorenzoni, mantêm um um intento de buscar um pacto para que as principais necessidades da população brasileira sejam colocadas em prioridade nas discussões e decisões dos três Poderes nacionais. Em relação ao prazo, nós temos uma previsão, ainda a confirmar-se, de que na semana que vem, a efetivação desse pacto se faça por meio da firma do documento”, disse o general-portas-voz de Bolsonaro.

Com informações de Agência Brasil

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