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jan 10 2020

Bolsonaro diz que turista “pense bem antes de ir a Fernando de Noronha”

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse para o turista que “pense bem antes de ir a Fernando de Noronha ontem (9). A chefe do Conselho de Turismo (Contur) da ilha, Dora Martins, afirmou, hoje que o governante precisa “conhecer a realidade da ilha”.

“Você vai ser escalpelado em Fernando de Noronha. Vão tirar o teu escalpo em Fernando de Noronha. Toma cuidado, liga antes. É 200 ‘merreis’ para ir na praia, 200 reais para ir na praia. Não pode isso, não pode aquilo. É multa para tudo que é lado. Virou um paraíso para o pessoal que resolveu tomar para si Fernando de Noronha”, declarou Bolsonaro.

A taxa de R$ 222 é cobrada a turistas estrangeiros para ter acesso ao Parque Nacional Marinho, sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio).

Ela dá direito de visitar o local por dez dias. Em julho de 2019, o presidente já havia questionado o valor. Mesmo assim, o ingresso foi reajustado em novembro.

Os serviços turísticos do parque são terceirizados. A cobrança é feita por uma empresa concessionária, a Econoronha, que venceu uma licitação. Para turistas brasileiros, o valor é de R$ 111.

Na área do parque, estão as praias mais badaladas do arquipélago, como Sancho, Leão, Sueste e Atalaia, que só podem ser visitadas após a compra do tíquete. O turista que não quiser pagar a taxa pode visitar praias como a da Conceição, Cacimba do Padre e Boldró.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve na ilha para avaliar o contrato com a empresa concessionária dos serviços turístico em 2019, após as declarações do presidente sobre a taxa.

“Acredito que o presidente e os ministros precisam conhecer a realidade da ilha, tendo em vista que a realidade não é completamente essa [que eles acreditam]. Estamos na tentativa de conseguir chegar até essas autoridades ou que eles venham conversar com o trade [turístico] de Noronha [para entender a situação]”, disse a presidente do Contur.

O Conselho de Turismo de Noronha é formado por representantes de pousadas, empresas de receptivo, bares, restaurantes, associações de condutores de visitantes, taxistas, Conselho Distrital, entre outros.

O administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, informou, por meio de nota, que a cobrança de taxas federais aos turistas não compete à administração local. Segundo ele, a administração não trata da definição de valores ou da aplicação dos recursos.

“Acreditamos que a cobrança seja tema para pronunciamento do Ministério do Meio Ambiente, pois são recursos recolhidos pelo governo federal”, disse a nota assinada pelo administrador.

Com informações de G1

Foto: 3 em 3

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