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out 30 2019

Bolsonaro pede que porteiro que o citou em depoimento seja ouvido pela PF

“No meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com o delegado da Polícia Civil para tentar me incriminar ou pelo menos manchar o meu nome com essa falsa acusação de que eu poderia estar envolvido na morte da Marielle”, disse o presidente a jornalistas na saída do hotel onde está hospedado, em Riad, na Arábia Saudita.

De acordo com reportagem veiculada ontem no Jornal Nacional, um porteiro do condomínio onde o presidente morava no Rio afirmou à Polícia Civil que, horas antes do assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes, um homem chamado Elcio entrou dirigindo um Renault Logan prata e afirmou que iria à casa 58, onde Bolsonaro vivia. O ex-policial militar Elcio Queiroz é um dos suspeitos de matar Marielle e Anderson.

O porteiro do condomínio afirmou em depoimento que ligou para a casa 58 e o “seu Jair” atendeu e autorizou a entrada de Elcio. A reportagem mostra, no entanto, que Bolsonaro estava em Brasília naquele dia. Elcio se dirigiu à residência de Ronnie Lessa, outro suspeito que morava no condomínio Vivendas da Barra.

O presidente disse que Witzel sabia há pelo menos 20 dias que ele foi citado no depoimento do porteiro. “Não sei quem é o porteiro. Eu não tive acesso (ao processo) como a Globo teve, como o Witzel teve. O processo corre em segredo. Nós sabemos que são pessoas humildes, que quando são tomados depoimentos sempre estão preocupadas com alguma coisa. No meu entender, o porteiro está sendo usado pelo delegado da Polícia Civil, que segue ordem do senhor Witzel, governador”, acusou Bolsonaro.

Segundo ele, o porteiro pode ter sido induzido em seu depoimento. “O porteiro ou se equivocou ou não leu o que assinou. Pode o delegado (da Polícia Civil) ter escrito o que bem entendeu e o porteiro, uma pessoa humilde, né, acabou assinando embaixo”, afirmou.

“Estou conversando com o ministro da Justiça para a gente tomar, via Polícia Federal, um novo depoimento desse porteiro pela PF para esclarecer de vez esse fato, de modo que esse fantasma que querem colocar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez”, acrescentou.

Com informações de Congresso em Foco

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