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fev 12 2020

Bolsonaro quer general na Casa Civil e Onix Lorenzoni deve ir para o Ministério da Cidadania

O presidente Jair Bolsonaro decidiu fazer trocas em seu ministério hoje (12): o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deverá ser deslocado para a pasta da Cidadania no lugar de Osmar Terra, que deixará a Esplanada.

Para a cadeira de Onyx, foi convidado o general Walter Souza Braga Netto, que comandou a intervenção militar no Rio de Janeiro em 2018. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Oficialmente, o Palácio do Planalto não confirma as mudanças no ministério.

Na semana passada, Bolsonaro trocou Gustavo Canuto por Rogério Marinho no Ministério do Desenvolvimento Regional.

Braga Netto, que atualmente é o chefe de Estado-Maior do Exército, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1978 e possui mais de 20 condecorações nacionais e internacionais em mais de quatro décadas de serviço militar.

Ele foi responsável pelo Comando Militar do Leste, um dos oito agrupamentos existentes por área geográfica do país. Nessa função, coordenava as atividades administrativas e logísticas do Exército em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e 24% do efetivo da força terrestre do Exército Brasileiro.

Ele esteve à frente também da assessoria especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em 2016, e das ações em favelas cariocas como a Rocinha, em 2017.

Em fevereiro de 2018, foi nomeado como interventor federal pelo então presidente Michel Temer (MDB) no Rio de Janeiro. Foi a primeira vez que um militar acumulou um título civil desde a promulgação da Constituição de 1988. O Estado ficou quase 11 meses sob o comando das forças armadas. A ação custou R$ 72 milhões aos cofres da União.

Bolsonaro, cobrou explicações, hoje (12) do ministro da Cidadania, Osmar Terra, sobre contrato milionário firmado pela pasta comandada por ele com uma empresa de tecnologia da informação. A pasta ignorou alertas de fraude antes de aceitar a contratação da Business Technology (B2T), que virou alvo da Polícia Federal na Operação Gaveteiro.

O presidente ficou irritado porque o ministério comandado por Terra foi alertado sobre a possibilidade de fraude por duas empresas e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e, mesmo assim, contratou a companhia.

O contrato com o ministério de Osmar Terra foi assinado em 19 de julho de 2019 no valor total de R$ 6,9 milhões, na época, pelo subsecretário de Assuntos Administrativos da pasta, Paulo Roberto de Mendonça e Paula. No dia 25 de setembro de 2019, o ministro assinou uma portaria que o promoveu para diretor de programa e, dois meses depois, o exonerou da pasta.

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