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out 09 2019

Brasil tem deflação em setembro, com recuo de 0,04%

Resultado de imagem para tomates

O Brasil registrou deflação em setembro, segundo divulgou hoje (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCArecuou 0,04% em setembro, o menor resultado para um mês de setembro desde 1998.

Com o resultado, o índice tem alta de 2,49% no ano e desacelerou para 2,89% em 12 meses.

É a primeira vez desde maio de 2018 que o índice fica abaixo de 3% no acumulado em 12 meses – favorecido pela queda dos preços dos alimentos em 2019 e pela fraqueza da economia, que dificulta os reajustes em meio a uma demanda ainda fraca.

Apesar da inflação mais baixa em 2019, diversos itens ficaram mais baratos neste ano, enquanto que outros subiram bem acima do índice geral.

Dos 463 itens pesquisados, 174 acumulam em 9 meses alta acima do IPCA (2,49%), enquanto que 289 tiveram uma variação menor ou igual. Ao todo, 119 tiveram variação negativa, ou seja, deflação.

Entre os itens cujos preços mais caíram no acumulado no ano, destaque para alimentos como tomate (-35,52%), laranja da Bahia (-31,17%) e abacate (-28,17%), além de aluguel de veículo (-33,17%) e passagem aérea (-16,85%).

Já na outra ponta, os principais destaques de alta foram feijão-branco (62,24%), cebola (43,63%), batata inglesa (20,16%), feijão carioca (18,28%), gás encanado (16,23%) e energia elétrica residencial (10,92%).

O IPCA pondera a variação média dos preços dos bens e serviços considerados mais importantes para os consumidores. O índice é calculado mensalmente pelo IBGE com base no peso destes itens no orçamento de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.

Vale lembrar, porém, que a composição dos gastos de cada família varia muito e que nem todos sentem a inflação da mesma forma. As famílias de menor renda, por exemplo, dedicam parcelas maiores dos gastos à alimentação.

As com maior renda reservam boa parte do orçamento para educação, saúde e lazer. Quem tem carro, tende a sentir mais no bolso uma alta da gasolina. Já quem come mais carne vai sentir mais se esse produto subir.

Historicamente, os gastos com habitação são os que mais pesam no orçamento das famílias brasileiras. Na sequência, aparecem os gastos com transporte e alimentação, conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada na semana passada pelo IBGE.i

Com informações de G1

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