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jan 30 2019

Brumadinho: número de mortos sobe para 99 e 259 estão desaparecidos

Agentes do Corpo de Bombeiros e brigadistas continuam trabalhando na escavação do local onde estão dois ônibus soterrados,no sexto dia de buscas por vítimas, após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale, no município de Brumadinho (MG) nesta quarta-feira (29) — Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, no fim da tarde de hoje (30), que há 99 mortos e 259 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Hoje, a chuva forte fez com que houvesse interrupções pontuais nos trabalhos, segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil.

Dos 99 mortos confirmados até agora, 57 já foram identificados. Há ainda 259 desaparecidos. O número de pessoas desalojadas subiu de 135 para 175, segundo o governo de Minas Gerais.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

De acordo com o delegado da Polícia Civil Arlen Bahia, os corpos resgatados da lama estão chegando ao Instituto Médico Legal (IML) em estado avançado de decomposição. “Então, a partir daí, principalmente em relação aos segmentos corpóreos, nós temos de montar um quebra-cabeça”, afirmou.

Diante da impossibilidade de reconhecimento facial por por impressões digitais, exames odontológicos e de DNA começam a ser feitos para identificação das vítimas.

Segundo o delegado, uma força-tarefa foi montada para agilizar a realização e divulgação desses exames. Ele afirmou ainda que, nesta quarta, o IML está fazendo 35 agendamentos para colher material para exames de arcada dentária e de DNA.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, comentou as dificuldades do trabalho de buscas. “Em primeiro lugar, é bem impactante. Pela força da lama, muitas vezes não é possível encontrar o corpo íntegro. Muitas vezes são localizados segmentos de corpos”, afirmou. Segundo ele, o fato de o ambiente estar “tomado de lama” torna difícil diferenciar corpos humanos de outras matérias orgânicas ou animais.

“Às vezes, na busca visual no sobrevoo, como a gente tem aquele tom todo monocromático, isso também prejudica. Por isso que a gente utilizou uma série de equipamentos específicos. Os corpos que estavam no nível superficial – já foi feito o trabalho de recuperação deles. Agora entra numa característica mais técnica da operação, que a gente precisa fazer várias escavações.”

Fonte: G1

Foto: Estadão Conteúdo

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