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abr 21 2014

CACHORROS, PROTEJAM-SE DOS SEUS DONOS (5)

RENATO RIELLA

Cachorro é cão. Nunca confie. Mas o bicho é irracional e não tem culpa de nada.

Cachorros médios ou pequenos, que vivem fechados em apartamento, são perigosíssimos. Podem perder o controle sem mais nem menos, produzindo vítimas. São vítimas dos donos.

Especialistas alertam, principalmente, para que crianças muito pequenas, ainda “irracionais”, não sejam deixadas sozinhas com cães (mesmo os mais mansos). Há risco de acidentes graves. Mas quase ninguém acredita nisso.

Há uma semana, passei por episódio chocante. Pessoa da minha família, habituada a conviver com cachorro tipo salsicha, muito amigo dela, foi mordida gravemente na mão. Não mais que de repente, num golpe de surpresa, inexplicável. Depois foi dito que o bicho vive preso, a dona viaja e deixa ele sozinho no pequeno apartamento, etc. .

Os dois dentes caninos do cachorrinho afundaram-se nos dois lados da mão direita da garota, quase atravessando-a. Sangrou e inflamou logo.

Fomos incrivelmente bem tratados no HRAN, onde ficamos assustados de ver que, mesmo sendo um cão vacinado, o protocolo médico é duríssimo. Um grande sofrimento para o paciente, pois os médicos não aceitam correr risco.

Eles sabem que a raiva canina é uma das doenças mais letais da humanidade (quase 100% de morte). Mas há risco de muitas doenças numa simples mordidinha (tétano, inclusive).

Por isso, se você for mordido, não deixe de dar queixa em delegacia de polícia contra o dono do cachorro, que é sempre o culpado. Mas, se por acaso o cachorro fugir ou não puder ser acompanhado, a coisa ainda fica pior. Nesse caso, o tratamento contra raiva canina é horrível.

Não trate cachorro como coisa simples, inocente, sem risco. Pode ser fatal.

PROCEDIMENTO MÉDICO
A título de ilustração, transcrevo o procedimento médico para vítima de cachorro, que peguei no Google:

MORDIDA DE CÃO

-Conter hemorragia com compressão direta.
-Irrigar copiosamente e desfridar tecido desvitalizado.
-Suturar primariamente lesões de couro cabeludo, face, tronco, braços e pernas.
-Deixar abertas inicialmente lesões de mãos e pés.
-Efetuar profilaxia antibiótica com amoxicilina-clavulanato 500 a 875 mg VO, três ou duas vezes ao dia respectivamente, em pacientes com lesões em mãos e pés.
-Administrar profilaxia de tétano de acordo com o protocolo.
-Suspeitar de Pasteurella multocida quando os sinais de infecção surgem dentro das primeiras 24 horas após a mordedura e de estafilococos, ou estreptococos após este período.
-Iniciar antibióticos sistêmicos (clindamicina + ciprofloxacino ou amoxicilina/clavulanato ou clindamicina + SMX-TMP (crianças) e transferir para hospital de referência pacientes apresentando lesões extensas, infectadas com evidência de linfangite, tenossinovite, artrite séptica, lesão a tendão e ossos.

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