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out 31 2019

Candidato de direita a presidente do Uruguai rejeita apoio de Bolsonaro

O candidato à Presidência do Uruguai Luis Lacalle Pou rejeitou o apoio expressado  por Jair Bolsonaro, que disse em entrevista nesta semana ao Estado de S. Paulo que ele é seu preferido nsegundo turno , que acontece em 24 de novembro. Para  Lacalle Pou, do Partido Nacional, de centro-direita, governos de outros países não devem interferir na eleição local.

Hoje (31), a Chanceleria uruguaia convocou o embaixador brasileiro para pedir explicações pelas declarações do presidente brasileiro.

A votação será definida entre Lacalle Pou e  Daniel Martínez, da governista Frente Ampla, de esquerda, partido que está no poder no país desde 2005. Em entrevista na noite de ontem Lacalle Pou disse que “não é bom comentar sobre eleições em outros países”.

“Se eu fosse o presidente e houvesse um processo eleitoral no Brasil, por mais que eu gostasse mais de um do que de outro, esperaria os resultados porque tenho que ter uma boa relação com o vencedor”,  respondeu o candidato, quando questionado sobre o apoio do presidente brasileiro.

” Por sorte, no Uruguai os brasileiros não decidem.”

Em entrevista ao Estadão durante sua visita ao Oriente Médio, Bolsonaro disse que o Uruguai “vem da política de Pepe Mujica ” (ex-presidente que se elegeu senador) e há, atualmente, “uma oposição mais alinhada com nosso pensamento liberal e econômico”.

— Esperamos que se produza a eleição de alguém mais próximo à nossa equipe. Aí teríamos um Uruguai com mais afinidade a nós — disse Bolsonaro na entrevista. — Não tivemos nenhum problema com o Uruguai em matéria econômica com o atual presidente, mas temos que nos preparar sempre para o pior.

Hoje, a Chanceleria uruguaia convocou o embaixador brasileiro, Antonio José Ferreira Simões, para pedir explicações sobre as declarações “relacionadas ao processo eleitoral que se desenvolve em nosso país”, diz a nota oficial.

Lacalle Pou, por sua vez, já havia se declarado “preocupado” com as declarações de Bolsonaro sobre uma possível saída do Brasil do  Mercosul , antes mesmo da vitória do peronista  Alberto Fernández  na eleição presidencial na vizinha Argentina.

O candidato de 46 anos, que é advogado mas durante toda a vida adulta atuou como parlamentar, praticamente nasceu na política, sendo bisneto de Luis Alberto de Herrera, principal referência do partido por décadas. Seu pai é Luis Alberto Lacalle Herrera, presidente de 1990 a 1995, que, em 2009, perdeu as presidenciais para José Mujica.

Na eleição seguinte, o próprio Lacalle Pou foi candidato e perdeu para o atual presidente, Tabaré Vázquez, que foi o primeiro chefe de Estado do ciclo frente-amplista e termina seu segundo mandato não consecutivo.

Desta vez, no entanto, analistas acreditam que o opositor tem maior chance, já que todas as forças de direita e centro-direita tendem a apoiá-lo. A Frente Ampla, no poder há 15 anos  ainda desfruta de grande apoio graças aos programas sociais e à redução da desigualdade e da pobreza. No entanto, a desaceleração do crescimento neste ano provocou aumento do déficit público.

O candidato do Partido Nacional baseou sua campanha em um “choque de austeridade”, com a promessas de reduzir déficit, eliminando gastos governamentais desnecessários.

Com informações de O Globo

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