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maio 29 2020

CNI: 82% das indústrias brasileiras perdem faturamento na pandemia

Pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) hoje (29) aponta que 82% das indústrias brasileiras tiveram queda no faturamento durante a pandemia do novo coronavírus,enquanto 11% relataram o mesmo rendimento e 7%, aumento.

De acordo com a CNI, 75% das indústrias afirmaram ter sofrido impacto na produção em comparação a fevereiro, ou seja, antes no início da pandemia. Desses 75%, 36% disseram que diminuíram muito, 16% que ficaram iguais, 14% que diminuíram mais ou menos, 13% que foram totalmente paralisadas e 12% que diminuíram pouco, 3% aumentaram muito a produção, 3% aumentaram mais ou menos e 3% aumentaram pouco.

A pesquisa mostra que 74% sofreram impacto da pandemia nos negócios da empresa de uma maneira geral, outros 10% disseram que foram mais ou menos afetados, 10% pouco afetados, 3% muito pouco afetados e 3% nada afetados.

O instituto questionou também qual é a expectativa da receita total de 2020 em comparação com a de 2019: 61% afirmaram esperar redução, contra 23% de manutenção e 12%, aumento.

Segundo a pesquisa, sete em cada dez executivos avaliaram o cenário da pandemia como grave. Outros 11% disseram a situação que é mais ou menos grave, contra 10% pouco grave, 2%, nada grave e 1% não sabe ou não respondeu.

O documento mostra, também, que 79% dos executivos da indústria brasileira acreditam em retração nos próximos seis meses, contra 6% que presumem expansão. Dos 79%, 44% calculam retração, 35%, forte retração e 14%, manutenção.

Em um cenário de dois anos, no entanto, os executivos esperam cenário mais positivo: 44% acreditam na expansão da economia, sendo 35% em expansão e 7%, forte expansão. Outros 32% imaginam a manutenção do atual cenário e 21% acreditam em retração.

A pesquisa mostra, ainda, que até 10% dos empresários disseram que 77% dos funcionários estão trabalhando em home office, enquanto que mais de 50% dos executivos relataram que apenas 5% de seus colaboradores estão em casa. De 11% a 30% disseram que 12% estão em home office e de 31% a 50%, que 5% estão em casa.

O trabalho domiciliar, inclusive, pode ser mantido após a pandemia para 26% executivos. Outros 15% disseram que adotaram a medida, mas não pretendem mantê-la, 6% não adotaram, mas pretendem adotar, 51% não adotaram e não pretendem e 2% não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB por telefone entre os dias 15 e 25 de maio. Foram entrevistados, ao todo, executivos de 1.017 empresas industriais brasileiras de forma proporcional à presença do setor em todas os Estados.

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