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dez 02 2019

Começa a COP 25, conferência do clima da ONU em Madri

A Organização das Nações Unidas (ONU) abriu hoje (2) a cúpula do clima de duas semanas em Madri, a COP 25. Líderes mundiais enfrentam crescente pressão, especialmente de jovens em todo o mundo, para provar que podem evitar os impactos mais catastróficos do aquecimento global.

Participam representantes de quase 200 países, totalizando quase 29 mil pessoas. O evento, que ocorre de hpje até dia 13, adotou o slogan “Hora da Ação” (Time for Action). Desde 2015, quando foi assinado um grande acordo climático global, o Acordo de Paris, as conferências do clima anuais têm se dedicado a como colocá-lo em prática.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou ontem (1º) que é preciso interromper “nossa guerra contra a natureza”. De acordo com a ONU, estudos científicos mostram que as emissões de gases causadores do efeito estufa continuam subindo – e não caindo, como deveria ser.

O principal desafio da COP 25 é acelerar o combate às mudanças climáticas. Eventos climáticos extremos no mundo inteiro, como enchentes e queimadas, estão ligados ao aquecimento global causado pelo ser humano, conforme demonstram estudos científicos realizados em diferentes países.

As negociações começam nesta segunda sob um cenário de impactos cada vez mais visíveis, como incêndios florestais se espalhando do Ártico e da Amazônia até a Austrália, e regiões tropicais atingidas por furacões devastadores.

O que está em jogo: metas mais ambiciosas

  • A próxima década é um momento crítico para evitar a catástrofe global. No Acordo de Paris, o compromisso assumido foi de manter o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século – o mundo já está, em média, 1,1ºC mais quente. Estudos recentes da ONU dizem que a meta precisa ser ainda mais rígida.
  • concentração dos principais gases do efeito estufa na atmosfera alcançou um recorde em 2018. Caso as emissões não sejam reduzidas em mais de 7% ao ano, o mundo caminha para um aumento de temperatura de 3,2ºC. Impactos são imprevisíveis.
  • Os dois maiores emissores de gases, Estados Unidos e China, apresentam posicionamento dúbio. O presidente Donald Trump anunciou a saída do Acordo de Paris, adotado em 2015. A China vem assumindo discurso mais favorável ao combate ao aquecimento global, mas, na prática, constrói mais usinas de carvão.
  • Em Paris, 70 países se comprometerem a neutralizar emissões até 2050 – mas não os maiores emissores de gases. Isso significa que esses 70 países prometeram equilibrar as emissões de carbono com tecnologias de captura de gases ou plantando árvores, por exemplo, e atingir “emissões zero”.
  • Compromissos assumidos, no entanto, são voluntários. A ONU não tem mecanismos que obriguem os países a cumprirem as promessas assumidas no Acordo de Paris.
  • A COP 25 é a última conferência do clima antes da década de 2020. Restam dúvidas sobre como realizar a transição para energias limpas e, mais do que isso, como financiar esse processo.
  • O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que vai cobrar recursos de países ricos na COP 25 para preservação do meio ambiente no Brasil. Ele se refere ao artigo 6º do Acordo de Paris, que prevê contribuições voluntárias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento.

Com informações de G1

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