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jun 28 2021

Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro pede cassação do vereador Jairinho

Por sete votos a zero, o Conselho de Ética da Câmara decidiu por propor em plenário a cassação do mandato do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), após reunião fechada, na manhã de hoje (28).

Agora, um Projeto de Decreto Legislativo sugerindo a cassação será redigido e publicado no Diário Oficial da Câmara de amahã(29), com votação em plenário prevista para a próxima quarta-feira.

No relatório do vereador Luiz Ramos Filho, entregue aos membros no dia 18 foram citados o homicídio triplamente qualificado de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, na madrugada de 8 de março, tortura e agressões contra o menino, além de tentativa de tráfico de influência e uso político em causa própria.

“É um momento inédito na história dessa Casa, tudo feito com total imparcialidade. A gente, por unanimidade, aprova o relatório do vereador Luiz Ramos Filho”, disse o vereador Alexandre Isquierdo.

O vereador Jairinho e a namorada, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, mãe do menino assassinado, estão presos desde 8 de abril. O documento afirma que a acusação de quebra de decoro parlamentar está embasada nas “robustas evidências de envolvimento” de Jairinho “no crime que vitimou o menor”, nos depoimentos de testemunhas e dos envolvidos ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), na perícia técnica e na conclusão do inquérito.

“Não restam dúvidas de que Henry foi vítima de homicídio duplamente qualificado, por emprego de tortura e meio que impossibilitou a defesa da vítima, quando estava apenas na companhia de Monique e Jairo. Também não restam dúvidas que Jairinho agredia Henry. A própria extensão das lesões, em sua gravidade e quantidade, demonstra ação brutal contra a criança, culminando com a morte dela, antes da chegada ao hospital”, diz o trecho do inquérito policial, reproduzido no relatório.

O relator, ao comentar a decisão, disse que o documento elaborado por ele teve base, sobretudo, no inquérito da Polícia Civil sobre o caso:

“Foi um trabalho feito com muita seriedade e imparcialidade que os membros tiveram para tratar desse tema delicado que envolve a morte do menino Henry. Nenhum vereador queria estar aqui agora deliberando sobre esse fato, mas foi respeitado todo o rito e a ampla defesa foi garantida. Elaboramos um relatório embasado em inquérito policial, testemunhas, quebra de sigilo telefônico da senhora Monique Medeiros, e esse conselho decidiu por unanimidade pela quebra de decoro parlamentar, e irá encaminhar um projeto para que os parlamentares decidam”, afirmou Ramos Filho.

Com informações de Agência O Globo

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