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fev 28 2019

Consultor de segurança de Witzel é preso em operação contra policiais acusados de extorsão

Pacca fez campanha para Witzel nas últimas eleições

A Corregedoria da Polícia Civil faz, hoje (28), uma operação contra policiais civis acusados de praticarem extorsão. Um dos alvos da ação, que é a terceira fase da Operação Quarto Elemento (de setembro de 2017), é o policial Flavio Pacca Castello Branco, de 57 anos, que é consultor de segurança do governador do Rio de Janeiro,Wilson Witzel (PSC). Na foto, o governador Witzel e Pacca.

Pacca foi preso em casa, na Glória, na Zona Sul do Rio, onde os agentes encontraram várias armas registradas.

Além de Pacca, a operação ainda mira os também policiais Helio Ferreira Machado, Thiago Bacelo Pereira e Ricardo da Costa Canavarro, conhecido como Ricardinho, que já está preso. Todos são acusados de praticar extorsão contra comerciantes envolvidos em atividades criminosas no Rio. Eles também são alvos de mandados de busca e apreensão na ação.

O nome da operação surgiu da forma como os policiais alvo agem. De acordo com as investigações, eles sempre atuam em trio e contam com a ajuda de uma quarta pessoa como informante.

Defensor ferrenho da liberação do porte de armas, Flavio Pacca está na Polícia Civil desde 1999. Nas redes sociais, ele se define como conferencista, palestrante e consultor em perícia técnica de armas e munições, além de dizer ser atirador desportista desde 1986. De 1992 a 1995, ele foi colega de turma do governador Wilson Witzel no curso de Direito do Instituto Bennett, no Flamengo, Zona Sul do Rio.

Nas últimas eleições, Pacca foi candidato a deputado federal pelo PSC, mesmo partido do governador. Obteve 4.118 votos totalizados (0,05% dos votos válidos) e não foi eleito.

Quando Witzel anunciou qupretendia formar times de atiradores de elite (snipers) para abater quem for visto portando fuzis nas comunidades do Rio, Pacco apareceu para explicar como seria a formação desses atiradores. Na ocasião, ele disse que queria trazer para a polícia fluminense a experiência que adquiriu em treinamentos de instrutor que teve na Polícia Federal.

Procurada pelo DIA, a assessoria do governador Wilson Witzel enviou a seguinte nota:

“A prisão foi resultado de uma parceria da Corregedoria da Polícia Civil com o Ministério Público e mostra que o meu governo não tolera nenhum ato ilícito, seja de quem for. Que ele tenha seus direitos garantidos, como qualquer cidadão. Mas seja quem for que tenha cometido ou cometa algum ato ilícito ou de corrupção, esta pessoa será punida de acordo com a lei”.

Segundo a Polícia Civil, somadas às duas fases iniciais, a Operação Quarto Elemento já denunciou 48 indivíduos, entre delegados de Polícia Civil, policiais civis, PMs, bombeiros militares, agente penitenciário e informantes, pela prática de crimes como organização criminosa, corrupção, usurpação de função pública, concussão e peculato, além de extorsão.

Mais de quatro dezenas dos denunciados tiveram suas prisões preventivas decretadas, quando oferecidas as respectivas denúncias.

Fonte: O DIA

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