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nov 21 2020

Corpo de João Alberto é enterrado em Porto Alegre onde foi assassinato por dois seguranças

Fotos: João Alberto Silveira Freitas recebe homenagens em enterro, em Porto Alegre - 21/11/2020 - UOL Notícias

O corpo de João Albertomorto por dois seguranças em um Carrefour em Porto Alegre (RS) na quinta-feira (19), foi enterrado hoje (21). Os familiares presentes pedem por justiça pela morte de João. El e foi enterrado no cemitério municipal São João, localizado próximo ao supermercado onde o homem foi morto. 

O crime aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra, no dia 20 de novembro. Os dois agressores tiveram a prisão preventiva decretada. Um deles é um policial militar temporário. De acordo com o delegado Leandro Bodoia, plantonista da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, teria havido um desentendimento entre a vítima e funcionários da loja.

Testemunhas disseram que João Alberto fez “gestos agressivos” dentro do supermercado enquanto passava as compras pelo caixa. “Não foi nada muito grave”, diz o delegado. Neste momento, os seguranças foram chamados e o conduziram para fora da loja. A companheira da vítima seguiu dentro do estabelecimento finalizando a compra.

João Alberto morava a cerca de 600 metros do supermercado, que frequentava com frequência. Ele tinha 4 filhos de outros relacionamentos e estava há nove meses com Milena, que testemunhou a agressão que terminou em morte.

O laudo inicial divulgado pela perícia de Porto Alegre aponta que João Alberto foi morto por asfixia. 
Carrefour Brasil afirmou que toda a renda das lojas do supermercado no país será revertida para projetos de combate ao racismo. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados de acordo com a orientação de “entidades reconhecidas na área.”“Essa quantia, obviamente, não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita”, afirma a empresa por meio de nota. Além disso, de acordo com o Grupo, todas as unidades abririam duas horas mais tarde neste sábado (21).

Segundo a varejista, o período será utilizado para “reforçar o cumprimento das normas de atuação” exigidas dos funcionários próprios e também das empresas terceirizadas que prestam serviços à companhia.

companhia rompeu o contrato com a empresa terceirizada que contratava os seguranças envolvidos no crime. O nome da prestadora de serviços não foi divulgado. 

CEO global do Carrefour, o francês Alexandre Bompard, afirmou na tarde de ontem, que a empresa “não compactua com racismo e violência” e que pediu ao Grupo Carrefour Brasil que “seja realizada uma revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância”.

Com informações de R7

Foto: Uol

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