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jun 29 2021

CPI da Covid-19 ouve amanhã o depoimento do empresário Carlos Wizard

As suspeitas em torno de um “gabinete paralelo” e de possíveis irregularidades em contratos de vacinas e medicamentos do governo federal serão abordadas amanhã (30) no depoimento do empresário Carlos Wizardà CPI da Covid no Senado.

Próximo ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Wizard foi convocado inicialmente para depor em 17 de junho, mas faltou à sessão, o que fez a CPI requisitar à Justiça Federal a apreensão de seu passaporte – medida tomada pela Polícia Federal do Aeroporto de Viracopos (Campinas, SP) ontem (28).

O Supremo Tribunal Federal chegou a autorizar a condução coercitiva de Wizard, e senadores cogitaram pedir ajuda à Interpol (polícia internacional) para localizar o empresário, até que a defesa dele confirmasse sua presença na CPI amanhã.

Pelo Instagram, Wizard afirmou ter desembarcado no Brasil ontem, vindo dos EUA, onde estava desde março. Ele disse que estava visitando seus pais e sua filha, por ela estar prestes a dar à luz.

Wizard é apontado por oposicionistas como um dos principais integrantes do chamado “ministério paralelo”, como são chamadas as suspeitas em torno de um aconselhamento extraoficial ao presidente Jair Bolsonaro centrado, sobretudo, na aposta em tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19.

“Logo, logo você vai ver que o Brasil vai ser forrado de medicamentos da fase inicial do tratamento, cloroquina, hidroxicloroquina”, disse Carlos Wizard em uma live da revista Istoé Dinheiro realizada em maio, pouco depois de Pazuello assumir como ministro interino da Saúde.

Embora seja constantemente defendida pelo presidente Bolsonaro, a cloroquina demonstrou não ter eficácia contra a Covid-19, além de potencialmente gerar efeitos colaterais sérios e dar uma falsa sensação de proteção contra o coronavírus.

Na mesma live, Wizard mostrou que estava ao lado de Pazuello naquele momento. Sem nunca ter ocupado formalmente nenhum cargo no governo – ele chegou a ser convidado a assumir uma secretaria, mas recusou -, o empresário disse ter recebido do general “a missão de acompanhar os grandes contratos, porque você sabe que o orçamento do Ministério da Saúde é um dos maiores da nação, R$ 150 bilhões”.

Com informações de BBC

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