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jan 31 2018

Crise atinge Carnaval carioca no Sambódromo

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A   crise econômica e política que atingiu o Brasil nos últimos anos não poupou o Carnaval no Sambódromo do Rio de Janeiro. A venda de ingressos do Sambódromo para estrangeiros em 2018 será menor que nos últimos anos.

Passados quase dois anos da Olimpíada Rio 2016, o país começa a sair do mapa turístico internacional, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) do Rio de Janeiro.

A entidade é responsável pela venda do melhor camarote da Marquês de Sapucaí, o disputado Setor 9, perto do recuo da bateria e dos jurados, com vista privilegiada para a pista do desfile.

Por conta da queda da demanda de estrangeiros, 10% dos ingressos das arquibancadas especiais, incluindo o Setor 9, ainda não foram vendidos: 2,4 mil lugares do total de 24 mil para dois dias, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio.

Ao todo, são 40 mil vagas de arquibancadas, incluindo as populares, cuja venda será aberta amanhã (31), no Sambódromo. As compras por telefone e internet já foram encerradas.

Segundo a presidente da Abav, Teresa Cristina Fritsch, as agências e receptivos pegaram menos ingressos que nos anos anteriores, antecipando a queda da procura.

“O estrangeiro, quando viaja, ele reserva com meses de antecedência, e nós não estávamos percebendo essa procura ocorrendo”, explicou. Como exemplo da queda da demanda, Teresa Cristina destacou que apenas cinco cruzeiros atracarão no porto do Rio no carnaval deste ano.  Em 2017 foram sete e em 2016, 11.

Além da queda na venda de ingressos para turistas estrangeiros, a presidente da Abav afirma que o folião brasileiro tem preferido pular o carnaval nos blocos de rua, e não no Sambódromo.

Os que irão à Marquês de Sapucaí têm escolhido os camarotes, com festas nos intervalos e comida liberada, e não as arquibancadas, que são todas descobertas. Para a presidente da Abav, “há uma mudança de comportamento no carnaval carioca”.

 

A maior parte das vendas do Setor 9 é feita pelas agências de viagem, que têm prioridade na aquisição, explicou o coordenador de Vendas da Liesa, Heron Schneider. Agora, os lugares serão destinados à venda direta ao público.

Schneider afirma que será difícil lotar o Sambódromo este ano e que a venda 10% menor que a do ano passado está dentro da média geral dos últimos anos.

Desde 2012, com aumento da capacidade da Marquês de Sapucaí de 50 mil para 75 mil lugares, 2017 foi o único em que todos os ingressos do Setor 9 foram vendidos. Um balanço consolidado, no entanto, só será divulgado semana que vem. “Só teremos dados consolidados, definitivos, a partir do dia 7 e 8 (de fevereiro)”.

A venda dos ingressos para os desfiles é feita atrás do Setor 11, no centro da cidade. Os preços vão de R$ 10 a mais de R$ 1 mil, no caso de camarotes.

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