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jun 30 2021

Delegado é preso no Rio acusado receber vantagens de crime envolvendo comércio pirata

Operação apreende 4 toneladas de material pirata na Rua Teresa, em Petrópolis, no RJ | Região Serrana | G1

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência), iniciou hoje (30) a operação “Carta de Corso”.

A finalidade de desmantelar uma organização criminosa que surgiu dentro da DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial) da Polícia Civil do Estado do Rio, no período entre março de 2018 e março de 2021.

A quadrilha é chefiada pelo então delegado de polícia titular da unidade, Maurício Demétrio Afonso Alves, e composta por policiais civis e um perito criminal. O objetivo da operação é cumprir oito mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal Especializada da Capital.

Até o início da manhã, seis pessoas haviam sido presas, sendo cinco policiais e um comerciante. Entre os presos está Alves.

Os investigados são acusados de crime envolvendo pirataria. Eles exigem de lojistas da rua Teresa (foto), em Petrópolis, na Região Serrana, o pagamento de vantagens ilegais para permissão da comercialização de peças falsificadas.

Sob o comando do delegado de polícia, a organização é dividida em dois núcleos principais. Um composto pelos operadores do esquema em Petrópolis, os denunciados Alex Sandro Gonçalves Simonete, Ana Cristine de Amaral Fonseca e Rodrigo Ramalho Diniz, responsáveis por ameaçar os lojistas e recolher os valores cobrados pela organização.

O outro núcleo é formado pelos policiais civis Celso de Freitas Guimarães Junior, Vinicius Cabral de Oliveira e Luiz Augusto Nascimento Aloise, além do perito criminal José Alexandre Duarte, que era responsável por subverter a estrutura da Polícia Civil em instrumento da organização criminosa, executando diligências policiais como forma de represália aos lojistas que se recusavam a pagar os valores exigidos, chegando ao ponto de forjar provas e laudo falso.

Dentre os diversos atos de obstrução da Justiça praticados, destaca-se o episódio em que a quadrilha elaborou um flagrante falso contra um dos delegados da investigação.

A Arte (Associação da Rua Teresa) afirmou em nota que não recebeu qualquer denúncia sobre o suposto esquema. A assossiação disse ainda que não foi procurada pelos lojistas que estariam sendo extorquidos, segundo a investigação, ou mesmo pela polícia. “Esperamos que todos os detalhes sejam esclarecidos e os culpados punidos”, concluiu o pronunciamento.

Com informações de R7

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