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jun 29 2021

Deputado Fausto Vieira diz que crise do oxigênio no Amazonas era uma “tragédia anunciada”

CPI da Pandemia ouviu hoje (29) o deputado estadual do Amazonas Fausto Vieira dos Santos Junior (MDB), que foi relator da CPI da Saúde realizada pela Assembleia Legislativa do estado em 2020.

Durante a oitiva, o parlamentar afirmou que a crise do oxigênio no Amazonas era uma “tragédia anunciada”, ressaltou que não faltaram recursos para o enfrentamento da pandemia e informou que o problema foi como o dinheiro era aplicado.

Em clima de corrida eleitoral regional para 2022, Fausto Júnior negou que a CPI que da qual ele foi relator em seu estado sobre a crise na Saúde tenha usado “dois pesos e duas medidas” ao deixar de indiciar o governador Wilson Lima.  Ainda de acordo com o deputado, não havia elementos que conectassem a materialidade do governador baseada nas investigações feitas pela CPI da Saúde.

Depois de uma longa discussão com o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), em razão dos pagamentos indenizatórios feitos pelo Amazonas – inclusive quando Aziz era o governador do estado –, o deputado disse que estava sendo ameaçado de prisão “por falar a verdade”.

“Estou sendo ameaçado, senador. Eu falo do seu governo e o senhor me ameaça de prisão? Estou falando a verdade”, disse o parlamentar estadual, relatando que Omar teria dito, fora do microfone, que ele sairia preso da comissão.

De acordo com a pauta da comissão, estava prevista a análise de 61 pedidos feitos pelos senadores, entre requerimentos de informação, de convocação/convite e de quebra de sigilos, mas a votação foi adiada para amanhã (30) pelo presidente da CPI, senadoOmar Aziz (PSD-AM).

O deputado Fausto Júnior disse acreditar que a contratação de serviços por meio de processos indenizatórios, em vez de licitação, foi mecanismo para desvio de dinheiro público na área de Saúde do estado.

“Não tenho dúvida [que foi mecanismo]”, respondeu ele, exemplificando com o caso da empresa que prestou serviço de lavanderia ao hospital Nilton Lins. “Ela alegou que lavou todos os leitos, sendo que havia quatro pacientes no hospital. Durante visita, observamos que não havia balança para averiguação do peso, já que o pagamento era feito por tonelada de roupas. Fomos visitar a sede da empresa e era uma oficina mecânica”.

“Identificamos superfaturamento de até 10.000%”, contou. “O Ministério Público denunciou os envolvidos”.

Em seus questionamentos ao deputado amazonense, o senador Otto Alencar (PSD-BA) voltou novamente ao fato de a CPI da Saúde em que Fausto Junior foi o relator não ter indiciado o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) e pediu mais explicações sobre o caso.

“Não havia elementos que conectassem a materialidade do governador baseada nas investigações feitas pela CPI. Houve, posteriormente, através da [investigação da] Polícia Federal”, respondeu Junior.

“O que levou a PF a conectar a atuação do governador com o caso específico [da compra de respiradores em loja] de vinhos foi a interceptação telefônica e isso a Assembleia Legislativa não teve acesso”, completou.

O deputado disse que não poderia inserir o nome de Lima no relatório da CPI por “meras convicções pessoais ou políticas” e que não poderia acusá-lo sem as provas que o conectassem diretametne a algum caso.

“Quando observamos que havia uma investigação em curso, fomos à PF, levamos as informações que tínhamos. Claro que a Assembleia nunca vai fazer o papel da Polícia Federal.”

Com informações de CNN

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