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fev 28 2018

Deputados presos e funcionários afastados do TCE continuam recebendo salários no Rio

dinheiro na mão

Os deputados estaduais presos e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro,afastados dos seus cargos após ações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato continuam recebendo salários. Outras nove pessoas envolvidas em inquéritos também têm esse direito.

No caso dos parlamentares, estão afastados de seus cargos há cerca de três meses Jorge Piccianni (MDB), Edson Albertassi (MDB) e Paulo Melo (MDB). Cada um recebe salário mensal de R$ 25,3 mil. Além disso, os benefícios do cargo, como o direito a ter até 20 assessores, podem elevar o gasto com cada político a R$ 160 mil.

Já no caso do TCE, seis dos sete conselheiros do órgão foram afastados em abril do ano passado em decorrência da Operação Quinto do Ouro. Um deles, Jonas Lopes, pediu para se aposentar. Os outros cinco membros continuam afastados, mas recebendo salários e benefícios que, somados, podem passar dos R$ 33,7 mil cada um.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro alegou que a manutenção de pagamentos dos parlamentares afastados ocorre porque “se trata de um afastamento judicial”.

Assim, “os deputados continuam na titularidade de seus mandatos”. O TCE alega que a decisão que afastou os conselheiros “não prevê a suspensão de pagamento dos vencimentos e benefícios”.

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