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abr 30 2021

Desemprego cresce em fevereiro e atinge 14,4 milhões de pessoas; o pior índice desde 2012

Dezenas de milhões enfrentam desemprego com escalada da crise do coronavírus - Época Negócios | Mundo

O desemprego no Brasil voltou a subir no trimestre encerrado em fevereiro e agora aflige 14,4% da população, percentual equivalente a 14,4 milhões de trabalhadores.

O resultado, divulgado hoje (30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é o pior da história para o período entre dezembro de fevereiro já registrado pela Pnad Continua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cuja série histórica foi iniciada em 2012.

O novo dado representa uma alta de 2,9% (400 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, encerrado em novembro, quando a desocupação atingia 14 milhões de profissionais.

Já na comparação com o período compreendido entre novembro e janeiro, o dado corresponde a uma estabilidade.

A analista responsável pela pesquisa, Adriana Beringuy, analisa que, apesar da estabilidade na taxa de ocupação, é possível notar uma pressão maior com o atual número de desocupados. “Não houve, nesse trimestre [encerrado em fevereiro], uma geração significativa de postos de trabalho, o que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa”, analisa ela.
O resultado negativo surge no mesmo momento em que os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, aponta para a criação de 837.074 vagas formais nos três primeiros meses de 2021. A diferença de metodologia e os grupos analisados pelas pesquisas ajudam a justificar a disparidade entre os indicadores.população desalentada (quem desistiu de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho) também atingiu patamar recorde, reunindo 6 milhões de pessoas.

O número de trabalhadores por conta própria (23,7 milhões) teve alta de 3,1% na comparação com o trimestre encerrado em novembro (mais 716 mil de pessoas), mas ainda reúne o número 3,4% menor do que o país contabilizava há 1 ano (menos 824 mil pessoas).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (29,7 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e teve queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) contra o mesmo período de 2020.

Já o número de empregados sem carteira (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em três meses, mas ainda é 15,9% menor (menos 1,8 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

Com informações de agências

Foto: Estadão

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