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jun 21 2013

DILMA, CADÊ VOCÊ? EU VIM AQUI PARA TE VER

 RENATO RIELLA

 A presidente Dilma Rousseff pode reunir seu ministeriado hoje para discutir a crise, mas isso não está registrado na agenda oficial dela. Trata-se de situação complicada, pois é impossível alguém discutir algum assunto com um colegiado de 39 ministros. Além do mais, esta foto (com 39 ministros) pode ser grande fator de provocação. É um exagero!

Na parte da tarde, Dilma vai receber, no Palácio do Planalto, Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Vale registrar que entidades como OAB e CNBB, presentes em todos os momentos políticos da Nação, sumiram. Dom Damasceno certamente demonstrará a Dilma a preocupação com a realização, na segunda quinzena de julho, da Jornada Católica da Juventude, que reunirá no Rio de Janeiro milhões de jovens.

Hoje, eventos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e esta Jornada Católica estão seriamente ameaçados nas suas realizações. Resta saber se nas próximas horas a presidente conseguirá retomar o controle do país, assegurando a manutenção das programações.

A Fifa tem feito ameaças nos bastidores, podendo até suspender a Copa das Confederações. Há temor de que a partida final, no Rio de Janeiro, não se realize, diante da possível realização de marcha com 300 mil a 500 mil manifestantes, o que não parece impossível de acontecer.

Na imprensa, especula-se que integrantes da Seleção Italiana sentem-se inseguros e pressionam a Fifa para liberá-los logo. Em Fortaleza, a mulher do goleiro Júlio Cesar, a lindíssima Suzana Werner, foi assaltada.

Consta que a Fifa estuda ofertas da Inglaterra e dos Estados Unidos para transferir a Copa do Mundo, podendo optar por um desses países. A presidente Dilma já teria sido alertada.

A Igreja Católica também está estudando a questão da Jornada. A vinda do Papa Francisco, com seu discurso franciscano, pode ser fator de acirramento das insatisfações sociais no Brasil. Além do mais, não há como impedir a infiltração de manifestantes e de cartazes com mensagens de protestos.

No fim de semana, as revistas nacionais devem sair com enfoques duríssimos contra a presidente Dilma, considerada omissa diante da crise. Nas próximas horas, haverá evolução em muitas áreas que não têm ligação direta com as manifestações de rua, gerando novas especulações políticas.

Nomes rejeitados, como Renan Calheiros, por exemplo, não passam recibo. Em algum momento, o protesto pode focar nele.

No Facebook, cresce campanha para que Dilma abra mão do cargo de presidente da República em favor do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que não se pronunciou nem se pronunciará sobre isso.

Para o presidente do STF assumir a Presidência da República, seria preciso passar por cima do vice-presidente eleito, Michel Temer, e dos presidentes do Senado e da Câmara Federal. Não é fácil, a não ser se houvesse um pacto nacional nesse sentido, com apoio da própria presidente Dilma.

O certo é que o movimento não parou e tende a se multiplicar em manifestações localizadas, com, grupos parando estradas ou reclamando de algum serviço regional ou municipal.

O que a presidente Dilma fará? Esta é a pergunta.

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