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set 24 2014

DILMA FAZ DISCURSO QUASE ELEITORAL NA ONU

De olho na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff traçou um quadro positivo da situação brasileira, em termos econômicos e sociais, ao discursar hoje, em Nova York, na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dilma falou do desemprego baixo, da erradicação da fome, das reservas externas de quase US$ 400 bilhões e outros fatores que, na sua opinião, transformam o Brasil numa das maiores economias do mundo.

No entanto, ela criticou a demora da ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento em instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, e disse que elas correm o risco de perder eficácia e legitimidade.

Diante disso, destacou a articulação dos países do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que, este ano, decidiram criar o próprio banco de financiamento.

“É indispensável e urgente retomar o dinamismo da economia global. Ela deve funcionar como um instrumento de indução do crescimento do comércio internacional e da diminuição da desigualdade entre os países e não como fator de redução do ritmo do crescimento econômico e distribuição da renda social”, ponderou Dilma.

No discurso de cerca de 24 minutos, Dilma também criticou a incapacidade de organismos multilaterais agirem na solução de conflitos, entre eles, a crise entre Palestina e Israel e o impasse entre a Rússia e a Ucrânia, além da nova situação do Oriente Médio, com o surgimento do chamado Estado Islâmico (IE), que vem sendo combatido pelas grandes potências militares.

 

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