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jan 24 2014

Dilma vai ter de reagir contra a sangria de dólares

Vai ser difícil agir em ano eleitoral, mas a presidente Dilma Rousseff terá de adotar medidas duras, pois o Brasil registrou um saldo negativo de US$ 81,374 bilhões em 2013 em suas transações com o exterior, que incluem a compra e venda de bens e produtos e a prestação de serviços.

Só em dezembro, quando o pessoal viaja mais para o exterior e as compras externas são alavancadas pelas festas natalinas, a conta ficou negativa em US$ 8,678 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central (BC).

O resultado negativo no ano passado foi pior do que o estimado pelo BC (-US$ 79 bilhões) e é o maior deficit da série histórica, iniciada em 1947. Em 2012, o rombo tinha somado R$ 54,23 bilhões, ou 2,41% do PIB. A farra é crescente e em algum momento o governo terá de adotar medidas defensivas, apesar das críticas da chamada elite.

Na proporção do Produto Interno Bruto (PIB), esse resultado negativo representa 3,66%, o maior desde os 4,19% registrados em 2001. O BC projetava 3,57% do PIB.

Em dezembro passado, o BC apresentou sua primeira estimativa para as transações correntes em 2014. O prognóstico é de novo saldo negativo, na casa dos US$ 78 bilhões, ou 3,53% do PIB.

A última vez em que o país registrou resultado positivo em transações correntes foi em 2007, de US$ 1,55 bilhão, no auge da crise econômica, quando o Brasil teve performance especial por estar com sua economia saneada.

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