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out 30 2017

Diretor do Fórum de Segurança Pública diz que números de latrocínios no Brasil são “obscenos”

O diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, disse hoje (30), durante a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que os números de latrocínios cometidos no país são “no mínimo, obscenos”

Os latrocínios, que são o roubo seguido de morte, totalizaram 2.703 ocorrências em 2016, um crescimento de 50% em comparação com 2010. As maiores taxas estão em Goiás, com 2,8 mortes por 100 mil habitantes, e dois estados da região Norte, o Pará e o Amapá.

“A violência se espraiou para todos os estados. Não é exclusividade só de um, apesar de haver uma vítima preferencial”, diz Lima.

O número de estupros cresceu 3,5% no país e chegou a 49.497 ocorrências em 2016. No ano passado, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.657 mulheres. Mas apenas 533 casos foram classificados como feminícidios, mesmo após lei de 2015 obrigar registrar mortes de mulheres dentro de suas casas, com violência doméstica e por motivação de gênero.

“Primeira vez que conseguimos computar os dados de mortes por sexo. Piauí registrou 58% das mortes de mulheres como feminicídio, que é a estatística esperada pelos especialistas”, diz Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum.

Um carro foi roubado ou furtado por minuto no Brasil, totalizando 1.066.674 veículos subtraídos entre 2015 e 2016.

Um indicador que diminuiu foi a apreensão de armas: houve redução de 12,6% e, no total, 112.708 foram apreendidas em 2016.

“Maior parte dos homicídios foi cometida por armas legais produzidas no Brasil. Então, não é só questão da fronteira”, diz Elissandro Lotin, presidente da Anaspra, e integrante do Fórum.

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