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jun 20 2016

ELEIÇÕES GERAIS SÃO A ÚLTIMA ESPERANÇA

Em meio a tanta desilusão no Brasil atual, faço uma constatação que pode gerar parcela de otimismo – talvez ilusão.

Digo que não escaparemos da convocação de eleições gerais nos próximos meses. Será a última saída, quando tudo desmoronar.

Vejam que os comandos do Senado e da Câmara Federal estão condenados em todos os níveis, inclusive nas vice-presidências dessas Casas.

Nos estados, a fraqueza dos governadores exprime o estado de calamidade geral.

Vemos que as delações premiadas devem comprometer seriamente centenas de deputados e senadores, que permanecerão na ativa como verdadeiros zumbis.

No Executivo, o presidente interino Michel Temer será solapado por referências diversas na Lava-Jato. E diversos dos seus ministros terão de ser substituídos, sufocados por denúncias.

Não dá para confiar nos tribunais superiores, que praticamente deixam o barco correr solto, sem agir com a presteza minimamente necessária.

Temos alguma perspectiva boa? Sim!

Em setembro, a ministra Carmen Lúcia assume a presidência do Supremo Tribunal Federal, dando novo rumo à Justiça maior no Brasil. Pode botar pra quebrar! Será?

Em fevereiro, o Congresso Nacional elege novos dirigentes. As perspectivas mais visíveis vão de “boa” a “razoável”.

No Senado, está praticamente certo que o futuro presidente é o cearense-brasiliense Eunício Oliveira, que tem conseguido se manter vivo em meio a tantas denúncias.

Eunício poderá imprimir uma administração moderna ao Senado, com visão empresarial, pensando no desenvolvimento do Brasil – se não for atingido por alguma bala perdida.

Na Câmara Federal, fico contente de ver boatos dizendo que o futuro presidente poderá ser o brasiliense Rogério Rosso.

Eunício e Rosso, se representam mudança, por outro lado terão graves dificuldades para dirigir a Câmara e o Senado, cujos plenários virarão verdadeiros Conselhos de Ética.

Em 2017, diariamente, serão julgados centenas de parlamentares trambiqueiros, denunciados na Lava-Jato e em outras operações policiais. Como trabalhar neste clima?

Assim, nesse quadro tenebroso, se houver a decisão traumática de se fazer eleições gerais, nós brasileiros teremos chance de corrigir nossos erros, votando melhor. E os trambiqueiros que sejam presos.

É a última esperança. Ilusão? (RENATO RIELLA)

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