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out 24 2014

EPIDEMIA DA VIOLÊNCIA: POR QUE NINGUÉM DIZ NADA?

VALÉRIA DE VELASCO

A guerra de ofensas entre os presidenciáveis é a síntese da expressão “o sujo falando do mal lavado”.

Dilma Rousseff diz que em Minas os homicídios aumentaram 52%, mas omite que no Brasil que ela preside, no mesmo período, o número de homicídios saltou de 49.695 para 56.337 ao ano.

A mesma fonte (o Mapa da Violência 2014) mostra que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, em 2012, ficou em 29,0, quase o triplo do limite de 10,0 estabelecido pela Organização Mundial de Saúde para não configurar uma epidemia de violência.
Sobre essa epidemia, comprovada com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do próprio Ministério da Saúde, silêncio total.
Os índices de assassinato no país, ainda segundo o mesmo Mapa, só caíram de 2005 a 2007, resultado das sucessivas campanhas de desarmamento, mas voltaram a crescer a partir de 2008, quando o governo deixou a prevenção de lado.

Nos últimos três anos, não se fala mais nem na campanha obrigatória que a Lei 10.826 (Estatuto do Desarmamento) determina.

Com isso, a taxa nacional aumentou de 25,9 para 29,0 de 1998 a 2012, e voltamos a figurar no ranking dos países onde mais se mata (sem estar em guerra, diga-se de passagem).

Estamos em 7º lugar nesse ranking, enquanto países como os EUA estão em 33º.,com taxa de 5,3; Rússia em 17º, com 13,3; África do Sul em 20º., com 10,4, apenas para citar alguns exemplos.

Quando a questão é homicídio de jovens, nossa situação piora e o índice sobe para 54,5 em 100 mil habitantes.
E por que as campanhas deixadas de lado pelo governo são importantes?

Simples: somente em 2010, quando ocorreram 52.260 homicídios, 38.892 foram cometidos com arma de fogo, um percentual padrão que se repete ano a ano.

Resumindo: sonho com um país em que os governantes assumam os erros e tenham humildade para buscar os acertos.

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