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set 23 2013

Estádio Mané garrincha deveria ter somente 45 mil lugares

 RENATO RIELLA

Deixei passar quase uma semana, para amadurecer as idéias, depois que assisti o show da extraterrestre Beyoncé no Mané Garrincha. Agora, posso dizer que mantenho a opinião, quando afirmei que Brasília não podia ter construído um estádio para mais de 45 mil pessoas sentadas.

Antes do início das obras, falei tecnicamente com três dos principais organizadores de eventos de massa. Todos me explicaram que, comercialmente, o DF não tem mercado para shows acima de 30 mil espectadores.

Lembraram da Shakira, que juntou somente 12 mil pessoas. E muitos outros, inclusive brasileiros, como Roberto Carlos e Ivete Sangalo.

Alguns vão lembrar que o famigerado governador Arruda colocava 200 mil pessoas na Esplanada (e afirmava que o público era mais de um milhão). Mas ele fazia isso com shows gratuitos, dando metrô de graça e outras gracinhas.

Show comercial não dá para estourar, em Brasília, como um Rock in Rio. Beyoncé foi o grande teste e o público não chegou a 40 mil. Além disso, como cerca de dez mil estavam no espaço do gramado (coberto com película), menos de 30 mil ocuparam a arquibancada de 72 mil lugares.

Alguns falarão dos jogos de futebol. Houve dois ou três casos de lotação quase completa, mas isso quando o Estádio Mané Garrincha era absoluta novidade e as pessoas iam mais para conhecê-lo do que para torcer pelo Flamengo. E, além do mais, muitos convites foram entregues de cortesia.

O governador Agnelo Queiroz tem muita esperança de terceirizar esse fantástico estádio, afirmando que há até grupo estrangeiro interessado. No entanto, creio que os estudos de viabilidade indicarão o que levantei, antes, com os organizadores de shows. Não se espere público acima dos 45 mil, que seria o tamanho ideal para o estádio.

Mas agora é tarde. E Agnelo poderá pagar esse preço na campanha eleitoral, se os adversários forem competentes.

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