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nov 05 2019

EUA notificam formalmente ONU sua saída do Acordo de Paris

Os Estados Unidos comunicaram formalmente ontem (4) a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre sua saída do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas , decidida pelo presidente Donald Trump em 2017.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Esta etapa-chave, que não poderia ter ocorrido antes devido a uma cláusula contida no texto, inicia um período de um ano para que Washington possa efetivamente concretizar sua saída.

“A saída será efetivada um ano depois da notificação” enviada nesta segunda-feira à ONU, destacou Pompeo em um comunicado.

Isso significa que os principais nomes do combate às mudanças climáticas globais agora devem seguir sem a cooperação da maior economia do mundo.

A ação desta segunda inicia uma contagem regressiva de um ano, além de um esforço conjunto para preservar o Acordo de Paris, segundo o qual cerca de 200 países se comprometeram a reduzir as emissões de efeito estufa e ajudar os países pobres a lidar com os piores efeitos de um planeta já em aquecimento.

Embora a participação americana no Acordo de Paris seja determinada pelo resultado das eleições de 2020, os defensores do pacto dizem que precisam planejar um futuro sem a cooperação americana.

Diplomatas temem que Trump, que zombou de evidências climáticas, comece a trabalhar ativamente contra os esforços globais para se afastar dos combustíveis fósseis que aquecem o planeta, como carvão, petróleo e gás natural.

Manter a pressão para os tipos de mudanças econômicas necessárias para evitar os piores efeitos do aquecimento planetário será muito mais difícil sem a superpotência do mundo.

Os negociadores passaram os primeiros meses da administração Trump debatendo estratégias para recuperar o apoio americano ao acordo. Trump provou ser irredutível.

Para que o acordo funcione sem os Estados Unidos, serão necessárias as assinaturas de outros poluidores importantes, como China e Índia. A China, agora o maior emissor de poluentes do aquecimento do planeta, fez promessas significativas, mas a capacidade de entrega de Pequim ainda está em questão.

Sob as regras das Nações Unidas, China e Índia são considerados países em desenvolvimento, e não são obrigados a reduzir as emissões. Eles concordaram em fazê-lo como parte do Acordo de Paris em grande parte porque os Estados Unidos estavam tomando medidas contra o Acordo. Com os Estados Unidos fora, outras nações industrializadas terão que pressionar essas potências emergentes.

Com informações de O Globo

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