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mar 13 2018

Francisco comemora hoje (13) cinco anos de pontificado

papa francisco

O papa Francisco celebra hoje(13) cinco anos como pontífice, em um clima agridoce pelas críticas por suas fraquezas face ao fenômeno da pedofilia, apesar de suas aberturas e exortações terem transformado a Igreja.

Desde que foi eleito ao trono de Pedro, Francisco teve que enfrentar desafios importantes, incluindo escândalos de abusos sexuais, a crescente perda de fiéis e forte dissidência interna que resiste às reformas.

Diante dos abusos sexuais cometidos por padres, o papa argentino manteve a linha de “tolerância zero” conduzida por seu antecessor, Bento XVI.

No entanto, a defesa pública do bispo chileno de Osorno, Juan Barros, acusado de encobrir casos de abusos sexuais e, especialmente, o pedido de provas às vítimas, ofuscaram sua visita em janeiro ao Chile.

Em razão da comoção gerada, o papa decidiu rever o caso, pedir desculpas públicas e enviar um investigador especializado, um gesto descrito como  incomum para um pontífice.

O primeiro papa latino-americano pronunciou mais de mil discursos em cinco anos, durante os quais falou dos pobres em 1.300 ocasiões, muito mais do que todos os seus predecessores, incluindo João Paulo II, que reinou 27 anos, de acordo com um estudo para a revista Il Venerdi do jornal La República .

“Sua sensibilidade à pobreza caracterizou toda a sua jornada como pastor da Igreja e testemunho de Cristo”, reconheceu o cardeal Piero Parolin, secretário de Estado, no prólogo do livro “O outro Francisco”, publicado pela polêmica editora InfoVaticana.

Em sua mensagem para o mundo e especialmente para a América Latina, uma região que visitou cinco vezes, Francisco mostrou-se muito sensível aos problemas sociais e denunciou constantemente um dos grandes males da sociedade moderna: o aumento do fosso entre ricos e pobres.

Para muitos vaticanistas e autores de centenas de livros sobre Francisco, é certamente o maior legado de Francisco, como prometeu nos primeiros dias do seu pontificado: “Eu quero uma Igreja pobre para os pobres”, um “hospital de campanha” vizinho dos pecadores, em diálogo com o mundo de hoje.

Um modelo de Igreja inspirado nos ensinamentos de Paulo VI, o papa que modernizou a Igreja nos anos 60 e que propõe como exemplo o arcebispo salvadorenho Oscar Romero, a “voz dos sem voz”. Os dois serão proclamados santos este ano.

Duramente questionado pelos setores mais conservadores após a publicação de sua exortação apostólica Amoris Laetitia, onde os divorciados e casados novamente podem comungar em alguns casos, o pontificado de Francisco perdeu nesses cinco anos o entusiasmo inicial que despertou.

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