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nov 26 2018

General da reserva vai assumir a Secretaria de Governo de Bolsonaro

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou hoje(26) o nome do general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz(foto) para ocupar a Secretaria de Governo a partir de janeiro, quando Bolsonaro toma posse.

Assim como tem feito nas indicações dos nomes que comporão o primeiro escalão do governo, o presidente eleito publicou a informação em sua conta no Twitter.

Ocupada atualmente, no governo Michel Temer, pelo ministro Carlos Marun, a Secretaria de Governo tem entre suas principais funções a interlocução política do Palácio do Planalto com o Congresso.

Há duas semanas, o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia afirmado que a pasta absorveria as funções da atual Secretaria de Governo, que perderia status de ministério.

Na semana passada, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito, chegou a dizer no Twitter que o militar da reserva havia sido escolhido para o cargo na pasta que será comandada por Moro. “Diferentemente de ALGUNS políticos babacas que ficam postando fotos para demonstrar intimidade inexistente para barganhar algo, deixo aqui meu testemunho, o General Santos Cruz, o novo Secretário Nacional de Segurança Pública é simplesmente uma ótima referência!”, escreveu Carlos na rede social.

Apesar da informação divulgada pelo filho de Bolsonaro, Sergio Moro não se pronunciou publicamente sobre a possível nomeação de Santos Cruz.

O general da reserva já havia ocupado a Secretaria de Segurança Pública no governo Temer (MDB), entre abril de 2017 e junho de 2018, quando foi exonerado a seu pedido para atuar como consultor da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 44 anos de carreira militar, Santos Cruz chegou à patente de general de divisão, a segunda mais alta na hierarquia, abaixo apenas de general de Exército. Ele comandou as missões de paz da ONU no Haiti, entre 2006 e 2009, e na República Democrática do Congo, de 2013 a 2015 – neste caso, deixou a reserva, em que estava desde 2012, a pedido das Nações Unidas, e voltou à ativa. A missão no Congo foi a primeira em que o organismo internacional autorizou o uso da força para impor a paz.

Em janeiro de 2018, a ONU divulgou um relatório coordenado por Carlos Alberto Santos Cruz em que ele recomenda mudanças na atuação de soldados em missões de paz, que devem “estar conscientes dos riscos e devem ser habilitados para tomar a iniciativa de deter, prevenir e responder a ataques”. “Esperar em postura defensiva apenas dá liberdade a forças hostis para decidir quando, onde e como atacar as Nações Unidas”, diz o relatório.

“Infelizmente, grupos hostis não entendem outra língua que não seja a da força”, afirma o documento, produzido a partir de uma visita de 45 dias de Santos Cruz e outros oficiais da ONU à República Democrática do Congo, à República Centro-Africana, ao Mali e ao Sudão do Sul.

Fonte:Veja

Foto: Sylvain Liechti/Monusco/Creative Commons)

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