«

»

set 10 2019

Governo eleva projeção do crescimento da economia para 0,85%

O governo passou a ver uma inflação mais baixa neste ano, e elevou ligeiramente o crescimento esperado para a economia, pontuando que um desempenho mais forte da atividade no quarto trimestre deve compensar uma performance mais fraca para o trimestre atual.

Em seu boletim macrofiscal divulgado hoje (10), a secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia projetou alta do Produto Interno Bruto (PIB) este ano a 0,8%, sobre 0,81% anteriormente.

Contudo, o secretário da pasta, Adolfo Sachsida, informou em coletiva de imprensa que a nova estimativa com duas casas decimais é de 0,85% para o PIB em 2019 –aumento, portanto, em relação ao patamar visto anteriormente.

Já para a inflação medida pelo IPCA, a elevação passou a ser estimada pela SPE em 3,6% para 2019, ante 3,8% antes.

“Embora a projeção para o crescimento da atividade no terceiro trimestre tenha sido reduzida, a melhora das estimativas para o último trimestre de 2019 compensou a piora dos indicadores referentes ao trimestre atual”, frisou a secretaria no boletim.

“Projeta-se recuperação da atividade a partir de setembro deste ano, como resposta dos efeitos iniciais do corte de juros, da elevação da confiança e início das liberações de recursos do saque imediato do FGTS”, completou.

A SPE reforçou que, do impulso total de 0,35 ponto percentual esperado para o PIB em 12 meses com a liberação de recursos do FGTS, 0,14 ponto deverá ocorrer ainda neste ano.

Sachsida avaliou que a liberação de recursos prevista ainda para este ano será expressiva e ajudará numa retomada com mais força da economia a partir de setembro

“Em agosto parece que se encerrou ciclo extremamente difícil da economia brasileira, a partir de setembro vamos poder observar com mais consistência uma retomada passo a passo da recuperação da economia”, afirmou.

Ele também citou outras medidas tomadas pelo governo que estão sinalizando a busca por um reequilíbrio das contas públicas e o compromisso em melhorar o ambiente de negócios, como a reforma da Previdência em vias de ser aprovada no Senado e iniciativas de desburocratização para negócios, incluindo a lei da Liberdade Econômica.

“Governo é firme, teto fica de pé, (meta de) primário fica de pé, regra de ouro fica de pé”, disse ele, sobre o compromisso com o atual arcabouço fiscal.

Por outro lado, Sachsida ponderou que três cenários seguem inspirando cuidados: baixa produtividade da economia brasileira, um cenário fiscal que permanece delicado e uma conjuntura internacional que mostra queda no crescimento de vários países do mundo.

Com informações de JB/Reuters

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*