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mar 29 2018

Governo obtém R$8 bi com leilão de áreas de petróleo dominado por Petrobras e Exxon

petróleo

O Brasil realizou nesta hoje (29) o maior leilão de sua história sob regime de concessão, ao negociar 22 blocos marítimos com uma participação agressiva de consórcios integrados por Petrobras e Exxon Mobil , que responderam por grande parte dos 8 bilhões de reais arrecadados, superando em muito expectativas do próprio governo.

O leilão, que ofertou ao todo 47 áreas no mar, também marcou o retorno da norte-americana Chevron na busca de um novo cardápio exploratório, já que a empresa não obtinha novas concessões em leilões no país desde 2013.

Os lances mais valiosos do certame de áreas marítimas foram concentrados na Bacia de Campos, tradicionalmente a mais importante do Brasil, mas que tem enfrentado declínio nos últimos anos devido a grande quantidade de áreas já no fim de suas vidas. O governo leiloou também blocos nas bacias Potiguar, Santos, Ceará e Sergipe-Alagoas.

Com o sucesso da licitação, o governo federal revisou para mais de R$12 bilhões sua expectativa para arrecadação de bônus com os leilões de petróleo deste ano, recursos esses que devem ajudar a União a ter um déficit menor em suas contas.

Antes do leilão desta quinta-feira, a expectativa do governo era arrecadar um total de R$ 6,9 bilhões em bônus de assinatura neste ano, incluindo as rodadas de blocos marítimos e terrestres sob regime de concessão desta quinta-feira e a rodada do pré-sal sob regime de partilha, em junho.

 

No maior lance da 15ª Rodada de Licitações desta quinta-feira, um consórcio formado pela norte-americana Exxon, a Petrobras e a QPI, do Catar, arrematou o bloco C-M-789 pagando bônus de aproximadamente 2,8 bilhões de reais. O grupo tem a Exxon como operadora, segundo a ANP.

Já um outro consórcio, com a Petrobras como operadora, a norueguesa Statoil e a Exxon Mobil, arrematou o bloco C-M-657, com um bônus de 2,128 bilhões de reais. A Petrobras também arrematou como operadora, junto com Statoil e Exxon, o bloco C-M-709, por 1,5 bilhão de reais.

A estatal brasileira ainda integrou um consórcio, operado pela Exxon e com presença também da QPI, que levou o bloco C-M-753, por 330 milhões de reais.

 Em entrevista, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que os lances no leilão levaram em conta o interesse da empresa e não apenas questões como caixa e endividamento. Mas ele ressaltou que as ofertas realizadas não afetam métricas financeiras da empresa. “O caixa da Petrobras vai muito bem”, comentou a jornalistas.

No total, a Petrobras arrematou sete blocos, sendo quatro na Bacia de Campos e três na Bacia de Potiguar.

Mas a grande estrela da rodada em número de áreas arrematadas foi a Exxon, que levou um total de oito blocos, sendo quatro em Campos, dois em Santos e dois em Sergipe-Alagoas.

A presidente da Exxon do Brasil, Carla Lacerda, disse que a atuação demonstra a confiança em investimentos no país —a empresa já havia voltado com força nos leilões do Brasil do ano passado, também tendo a Petrobras como parceira.

“Estamos agora mais confiantes no investimento no Brasil, sem dúvida… Temos várias oportunidades pela frente, estamos analisando cada rodada… queremos ter um portfólio aqui robusto”, disse Lacerda.

O leilão também marcou o retorno ao Brasil da petroleira alemã Wintershall, que havia feito atividades exploratórias no país entre 2001 e 2005. A empresa levou sete blocos.

“Queremos construir e manter o portfólio bem balanceado e, por isso, estaremos em distintas áreas e objetivos”, disse o presidente da Wintershall no Brasil, Gerhard Haase.

A Shell, segunda maior produtora de petróleo do Brasil e grande parceira da Petrobras em áreas do pré-sal, também reforçou seu interesse em expandir negócios no Brasil.

 

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