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set 14 2020

Governo suspende pagamento do auxílio para mais de 922 mil beneficiários do Bolsa Família

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) bloqueou, em agosto, o pagamento do auxílio emergencial a 922.600 beneficiários do Bolsa Família que recebem o auxílio. De acordo com o Ministério da Cidadania, a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou o cancelamento de 613.190 benefícios e a suspensão de 309.503, após identificar indícios de que os trabalhadores deixaram de cumprir os critérios de recebimento do benefício de R$ 600.

Com isso, o governo deixou de gastar pelo menos R$ 550 milhões do orçamento destinado ao benefício criado para minimizar a crise social gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Ministério da Cidadania, as liberações serão retomadas a partir deste mês. A promessa do governo é adicionar ao pagamento de setembro (já de R$ 300) o valor que ficou bloqueado em agosto (R$ 600) para quem foi afetado pela revisão do auxílio.

De acordo com a pasta, para aqueles que continuam obedecendo aos critérios de recebimento do benefício emergencial, o pagamento será restabelecido em setembro, com o valor retroativo que não foi pago em agosto.

Outro grupo, no entanto, teve o auxílio emergencial cancelado, mas continuará inscrito no Bolsa Família, e também receberá, a partir da próxima quarta-feira (dia 17), o pagamento referente a agosto e setembro. O Ministério não revelou o número de inscrições bloqueadas definitivamente.

Para as famílias que têm alguma pessoa em sua composição com o auxílio emergencial cancelado, mas que possuem outro trabalhador elegível ao benefício, será realizada a alteração do valor da parcela.

O governo pode revisar pagamentos do auxílio emergencial e até exigir a devolução do dinheiro a quem recebeu indevidamente a ajuda de R$ 600 nos últimos meses. Já o Bolsa Família não pode ser cortado desde 20 de março. Por causa da pandemia, o Ministério da Cidadania suspendeu as revisões cadastrais do programa social durante 120 dias. Esse prazo foi ampliado por mais 180 dias, em 20 de julho.

De acordo com o ministério, é possível contestar o cancelamento ou a suspensão do auxílio emergencial pelos site ou pelo aplicativo da Caixa ou pelo site da Dataprev.

Com informações de iG

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