Governo Lula divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil, a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
A nota diz que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
APOIO A SETORES
Governo Federal quer retomar o programa de apoio aos setores empresariais atingidos pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, que passa a valer dia 22 de julho.
São mais atingidos os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.
Deverão contar com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países.
Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta 2,4 mil empresas nacionais diretamente atingidas pelo tarifaço, que respondem, juntas por cerca de 18% das exportações brasileiras com destino aos EUA. Corresponde a transações estimadas de US$ 7,4 bilhões, na comparação com números de 2024.
Mais da metade da pauta de exportações do Brasil aos EUA, como carnes, café, óleos e itens de aviação, foi poupada da taxação.
A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, até o ano passado, caiu para 9,4% em 2026.
RECIPROCIDADE – Vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Governo estuda aplicar a Lei da Reciprocidade, que estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais, em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país.
DURIGAN – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que todas as alegações dos EUA são falsas.
Acha que o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do Brasil.
PIX – Entre os pontos questionados pelos norte-americanos, está o Pix.
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o Pix não se sustenta como motivo para o tarifaço. Segundo ele, empresas norte-americanas de cartão de crédito, que estão entre as principais do mercado, não foram diretamente afetadas.
Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos, declarou Galípolo.
TAXA DE 12,5% – Governo Lula reconhece que os Estados Unidos devem aplicar tarifa adicional de 12,5% ao Brasil por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Nos EUA, a investigação sobre o trabalho forçado termina na semana que vem.
Investigação dos Estados Unidos concluiu que a União Europeia e 59 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Está sendo proposta a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
RETALIAÇÃO – Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, disse que o novo tarifaço é uma forma de retaliação ao Governo Lula.
“Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, declarou Rubio.
DUPLICATAS – Banco Central lançou sistema para registrar as chamadas duplicatas escriturais, um tipo de documento digital que comprova que uma empresa tem valores a receber de vendas feitas a prazo.
Empresas do setor privado, como B3, Cerc e Núclea, foram autorizadas a fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas.
DESEMPENHO DO COMÉRCIO – Volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,1% em maio, na comparação com abril. A alta veio depois de uma queda de 1,6% na passagem de março para abril, segundo o IBGE.
O varejo apresentou avanços: de 0,4% na comparação com maio do ano passado, e de 1,4% no acumulado de 12 meses.
INFLAÇÃO – A guerra no Oriente Médio e os possíveis efeitos do El Niño fizeram o Ministério da Fazenda revisar para cima a projeção da inflação em 2026.
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 5,1%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Novo cenário apresentado pelo Governo prevê:
- Inflação em 2026: 5,1%, ante projeção anterior de 4,5%
- Meta de inflação: 3%, com teto de 4,5%
- Inflação em 2027: aumento para 3,6%
- Após 2027: expectativa de convergência para a meta de 3%.
HIP HOP – Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3.839/2024, que reconhece o hip hop como manifestação da cultura nacional, proposta que segue para o Senado.
Foi retirada da redação original a definição do hip hop como “gênero de música popular”, reconhecendo o hip hop como movimento cultural que vai além da música.
LULA – Presidente Lula está hoje no Rio de Janeiro.
Pela manhã, visita a Escola Nacional de Saúde Pública, onde fará acompanhamento de implante anticoncepcional, com visita à Carreta de Saúde da Mulher.
À tarde, visita o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e o Hospital Universitário dos Servidores do Estado (HUSE-UNIRIO).
FLÁVIO – Deputada Bia Kicis, presidente do PL-DF, confirma a realização da convenção nacional do partido, para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro a presidente.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 173.825 pontos, com baixa de 1,24%.
MUNDO
⬇️ EUA – Dow Jones: -0,20%
⬇️ EUA – Nasdaq: -1,47%
⬇️ EUA – S&P 500: -0,51%
⬆️ Europa – Euronext: +0,28%
⬇️ China – Xangai: -1,85%
⬇️ Japão – Nikkei: -2,79%
MOEDAS – FONTE: BC
⬆️ Dólar Comercial: R$ 5,09 (+0,40%)
⬆️ Dólar Turismo: R$ 5,30 (+0,47%)
⬆️ Euro Comercial: R$ 5,83 (+0,19%)
⬆️ Euro Turismo: R$ 6,08 (+0,24%)
⬇️ Bitcoin: R$ 328.100 (-0,63%)
Por RENATO RIELLA