«

»

jun 28 2019

IBGE: desemprego tem pequena queda, mas ainda atinge 13 milhões de pessoas

A taxa de desemrego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13 milhões de pessoas, segundo dados divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da segunda queda seguida e da menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro (12%). No mesmo trimestre do ano passado estava em 12,7%.

Apesar da queda na taxa de desocupação, os números de subutilizados e desalentados (que desistiu de procurar emprego) atingiram o recorde de toda a série história da pesquisa, iniciada em 2012.

Segundo o IBGE, o número de desempregados “ficou estatisticamente estável” tanto em relação a igual período de 2018 como frente ao trimestre anterior (de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019).

Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que foram criados 32.140 empregos com carteira assinada no país em maio, o pior resultado para o mês desde 2016, quando houve fechamento de vagas. No acumulado no ano, foram gerados até maio 351.063 postos formais de trabalho.

A população ocupada chegou a 92,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho, crescendo em ambas as comparações: 1,2% (mais 1.067 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 2,6% (mais 2.361 mil pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018.

Apesar do aumento do número de ocupados no país, os números no IBGE mostram que a queda do desemprego tem sido determinada pelo aumento do trabalho informal e da subocupação.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu para 25% ante 24,6% no trimestre anterior, se situando em patamar recorde. O número significa que 1 em cada 4 brasileiros em condições de trabalhar está desempregado, trabalhando menos horas do que gostaria ou simplesmente desistiu de procurar emprego.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados ou fazendo bicos (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego, embora pudessem assumir uma vaga de trabalho caso lhe fosse oferecida) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

De acordo com a pesquisa, o país encerrou maio com 4,9 milhões de pessoas desalentadas – número recorde da série histórica. Em 1 ano, o número aumentou 3,7% (mais 175 mil pessoas).

A subutilização por insuficiência de horas, relativa a quem trabalha menos de 40 horas semanais, mas gostaria e poderia trabalhar mais horas, atingiu 7,2 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, esta população aumentou 14,2% (898 mil pessoas a mais).

O número de trabalhadores sem carteira assinada no país somou 11,4 milhões de pessoas, o equivalente a, aproximadamente, 18% de toda a população ocupada no país em maio. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o número aumentou 3,4% (mais 372 mil pessoas).

Já o número de empregados no setor privado com carteira assinada ficou estável frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE, reunindo 33,2 milhões de pessoas. Na comparação interanual, entretanto, houve alta de 1,6% (mais 521 mil pessoas).

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24 milhões de pessoas, recorde da série histórica, com crescimento de 5,1% (mais 1.170 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O aumento da população ocupada foi observado em quase todos os ramos de atividade, à exceção da construção e comércio, que na comparação com o trimestre anterior registraram pequena queda. As que mais empregaram foram a indústria, a agricultura e, sobretudo, na administração pública.

Com informações do G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*