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set 23 2013

INFLAÇÃO ESTÁVEL EM SETEMBRO, MAS DILMA MANTÉM-SE ATENTA

É questão de honra para a presidente Dilma fechar 2013 com inflação abaixo dos 6% e ela tem instrumentos para conseguir atingir esta meta, mesmo que seja acusada de trabalhar artificialmente no controle de preços.

Por isso, deve ter ficado satisfeita ao saber hoje que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou estável em 0,27% na terceira apuração de setembro. Quatro dos oito grupos pesquisados tiveram altas em índices acima dos aumentos anteriores, entre eles habitação que subiu de 0,40% para 0,43%, com destaque para o item móveis, com elevação de 0,50% ante 0,02%. Nesse grupo também houve a influência do aluguel, com taxa de 0,61% ante 0,58%.

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas indica ainda maior velocidade nos reajustes em vestuário, de 0,47% para 0,65%, puxado principalmente pelos calçados, com aumento de 0,52% ante 0,23%. Em comunicação, o índice atingiu 0,14% ante 0,03%, em consequência da correção de preço dos pacotes de telefonia fixa e internet de 1,13% para 1,68%.

No grupo transportes, diminuiu pela quarta vez a intensidade da queda, que estava em baixa de 0,09% na segunda prévia de setembro e passou para -0,02%. No grupo educação, leitura e recreação, o índice decresceu de 0,49% para 0,21% como reflexo principalmente dos ingressos para shows musicais que ficaram 0,13% mais baratos, ante alta de 2,53%.

Em alimentação, a taxa atingiu 0,20% ante 0,23% e entre os motivos para a redução no ritmo de alta estão as hortaliças e os legumes (de -9,20% para -10,32%). No grupo despesas pessoais, a variação ficou em 0,22% ante 0,28% com decréscimo da ração animal (de 0,57% para 0,35%).

Houve estabilidade em saúde e cuidados pessoais, com 0,43%. No período, os preços cobrados em salão de beleza dispararam, pulando de 0,36% para 0,63%. Em compensação, o valor das consultas com psicólogos que havia ficado em média 0,64% mais caro na pesquisa anterior não teve alteração.

As cinco maiores influências no IPC foram: refeições em bares e restaurantes (de 1,03% para 0,94%); aluguel residencial (de 0,58% para 0,61%); plano e seguro de saúde (de 067% para 0,67%); tarifa de eletricidade residencial (de 0,85% para 0,81%) e leite tipo longa vida (de 2,25% para 1,97%).

 

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