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jan 10 2020

Inflação fecha o ano acima do centro da meta

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inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2019 em 4,31%.

A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

O resultado ficou acima do esperado pelo mercado. Os analistas das instituições financeiras previam uma inflação de 4,13% em 2019, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Apesar de ter ficado acima do centro da meta, a inflação oficial ficou dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pela meta estabelecida, a inflação poderia ficar entre 2,75% e 5,75%.

 

A inflação de 4,31% em 2019 foi pressionada principalmente, pelo grupo “Alimentação e bebidas”, que apresentou alta de 6,37% no ano e impacto de 1,57 ponto percentual no acumulado de 2019.

Na sequência, pesaram os custos dos “Transportes” (3,57%) e “Saúde e cuidados pessoais” (5,41%), com impactos de 0,66 p.p. e 0,65 p.p., respectivamente.

O grande vilão da inflação em 2019 foi, sem dúvida, a carne, que teve alta de 32,40%, representando um impacto de 0,86 pontos percentuais (p.p.) no indicador geral. Ou seja, se o preço das carnes tivesse ficado estável no ano, a inflação de 2019 teria fechado em 3,54%.

“Embora essa alta tenha se concentrado nos meses de novembro e dezembro, foi o maior impacto individual no indicador”, afirmou o gerente da pesquisa Pedro Kislanov da Costa.

A dispara dos preços, principalmente nesta reta final do ano, aconteceu em meio ao aumento das exportações para a China e à desvalorização do real.

Carne não deve ser ‘vilã’ da inflação em 2020, mas preços não vão cair tanto, dizem analistas. 

Pesou também no bolso do brasileiro no ano a alta nos planos de saúde (8,24%), com impacto de 0,34 p.p. no índice da inflação, por conta do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Dos nove grupos de despesa pesquisados, apenas artigos de residência tiveram deflação em 2019. Veja abaixo a inflação de 2019 por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: 6,37% (1,57 ponto percentual)
  • Habitação: 3,90% (0,62 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,36% (-0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,74% (0,04 p.p.)
  • Transportes: 3,57% (0,66 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 5,41% (0,65 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 4,67% (0,51 p.p.)
  • Educação: 4,75% (0,23 p.p.)
  • Comunicação: 1,07% (0,04 p.p.)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é usado como referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, encerrou 2019 com variação acumulada de 4,48%, acima dos 3,43% de 2018.

Em dezembro, o índice, calculado com base no rendimento das famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, variou 1,22%. Foi o maior resultado para o mês desde 2002, quando registrou 2,70%.

Com informações de G1

Foto:revistaforum

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