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set 06 2019

Inflação fica em 0,11% em agosto e em 3,43% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,11% em agosto, ante uma alta de 0,19% em julho, segundo divulgou hoje (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o índice acumula alta de 2,54% em 8 meses. Em 12 meses, o IPCA acelerou para 3,43%, acima dos 3,22% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, mas permanece bem abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 6% ao ano, mínima histórica.

Esse avanço, no acumulado em 12 meses, de 3,22 para 3,43% é justamente porque saiu dessa série de 12 meses a deflação registrada em agosto do ano passado”, observou o gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, Pedro Kislanov da Costa.

O pesquisador destacou também que a conjuntura econômica ainda mantém freio no consumo. “O que a gente nota é que o consumo das famílias tem tido um crescimento lento, gradual, e a criação de empregos tem se dado principalmente da informalidade, que geralmente paga salários menores, o que tem deixado a massa salarial estável. Então, fica difícil a gente pensar em pressão de demanda com este cenário econômico”. 

Ele enfatizou, ainda, que a alta na inflação de agosto foi puxada por serviços como a energia elétrica, que não sofrem pressão por demanda.

Na passagem de julho para agosto, houve deflação em três dos noves grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. As maiores queda de preços vieram dos grupos “Alimentação e bebidas” (-0,35%) e “Transportes” (-0,39%), que contribuíram com -0,09 p.p. e -0,07 p.p., respectivamente, na composição do IPCA. Já o grupo “Saúde e cuidados pessoais” recuou 0,03%.

Entre as maiores quedas no mês, destaque para o grupamento alimentação no domicílio (-0,84%) e os itens tomate (-24,49%), batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%).

Segundo o IBGE, a redução nos preços de alguns dos principais alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros aconteceu por questão de aumento de oferta nos pontos de venda.

Com informações do G1

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