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out 11 2018

Instituições de ensino são pichadas com frases preconceituosas em todo Brasil

Mensagens machistas, racistas, homofóbicas e preconceituosas contra diferentes grupos têm se espalhado pelas faculdades, universidades e escolas de todo o país.

O mais recente ataque aconteceu na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Uma das portas do banheiro trazia a mensagem “Bolsonaro vai limpar essa faculdade de preto e viado”, seguido do número 17, que representa a candidatura do presidenciável. Abaixo do número ainda estava escrito “preto vai morrer”.

Menos de 12 horas depois do término do primeiro turno da eleição deste ano, pichações racistas foram flagradas em um banheiro unissex da Universidade São Judas Tadeu, no Butantã. Na ocasião, foram escritas nas paredes frases como: “vão se f**** seus negros e feministas de merda, gays do demo, burn jews (queime judeus)”, além de uma grande suástica (símbolo do nazismo). Em outra cabine “ideologia de gênero é o c******” era o que estava pichado.

Cursinhos e escolas também não escaparam. No curso do Anglo Tamandaré, no bairro da Liberdade, em São Paulo, as pichações diziam “Bolsomito 17. Morte aos negros, gays e lésbicas. Já está na hora desse povo morrer!”.

A coordenação do curso publicou uma nota oficial sobre o caso. “A atitude covarde e belicosa de quem opta por tal postura nos causou tristeza e indignação. Não basta uma nota formal de repúdio às pichações: Como educadores, não podemos parar por aqui e achar que esta nota esgotaria nossas responsabilidades em torno do tema. A democracia e a defesa dos Direitos Humanos exigem esforços constantes de todos nós. Sem medo e sem descanso”.

No Rio de Janeiro, em um colégio da Zona Sul, uma pichação homofóbica também foi encontrada. A frase “Sapatas vão morrer kkkk” estava em um prédio anexo do Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras.

“É uma escola de 103 anos e não vamos admitir nenhum tipo de preconceito nem pichação. Nosso papel é formar um cidadão crítico, trabalhar com valores, somos uma escola laica. Sei que pode ter sido só uma brincadeira, mas não vai ser permitido, o aluno precisa aprender a respeitar”, disse a diretora-pedagógica Celuta Reissmann.

Apesar das denúncias virem à tona recentemente, desde o ano passado essas pichações já se propagavam. Em fevereiro de 2017, por exemplo, os banheiros dos prédios 4, 6, 24 e 25 da Universidade Presbiteriana Mackenzie também foram atacados. “Gay não é gente, fora do Mackenzie. Bolsonaro 2018”, dizia uma das escritas. Em outro o ataque, a frase era “Viado e feminista no Mack não!! Bolsomito 2018”.

Na ocasião, o Coletivo LGBT Mackenzista reclamou que “a Instituição permanece omissa, não tendo desempenhado nenhuma ação efetiva sequer” e lembrou que a Constituição Federal vigente em nosso país, em seu artigo 5°, assegura igualdade de direitos, sem distinção de nenhuma natureza, a todos os cidadãos.

Fonte: Jovem Pan

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