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out 29 2019

João de Deus é denunciado pela 10ª vez por crimes sexuais

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou, hoje (29), eGoiânia, uma nova denúncia contra João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. Esta é a décima denúncia por crimes sexual apresentada contra ele, que está preso, mas nega ter cometido os abusos.

Os crimes que motivaram a nova denúncia ocorreram entre 2015 e 2016, e envolve, ao todo, 15 casos. No entanto, apenas cinco poderão ir a julgamento, já que os outros 10 prescreveram.

A defesa de João de Deus informou, por mensagem, que ainda não tem conhecimento da nova denúncia.

De acordo com o promotor Luciano Miranda, devido ao estado saúde físico e mental das vítimas, o MP entendeu que o crime se trata de estupro de vulnerável.

“Eram vítimas que estavam frágeis, acometidas de doenças, como câncer, por exemplo”, comentou Miranda.

Ainda de acordo com o promotor, a prescrição dos 10 casos em questão se deu em razão da idade de João de Deus, que tem 78 anos.

“A partir dos 70 anos de idade, o prazo prescricional cai pela metade. Esse crime prescreveria em 20 anos, no caso dele prescreve em 10. Ou seja, só entram os casos de 2010 pra cá”, explicou.

Ainda assim, todas as mulheres mencionadas nessa denúncia deverão ser ouvidas pelo Judiciário, como testemunhas ou informantes.

“Elas serão ouvidas judicialmente para ajudar no entendimento dos casos”, afirmou o promotor.

O Ministério Público calcula que o número de vítimas supera 330. Dessas, 133 já possuem depoimentos no Judiciário. Outras 80 constam como testemunhas ou informantes. As demais ainda terão os casos analisados pelo MP para que seja avaliada a possibilidade de oferecer novas denúncias por crimes sexuais.

Segundo a promotora Ariane Patrícia Gonçalves, não houve conjunção carnal nesses casos, mas vários tipos de atos libidinosos.

“Os atos libidinosos são de masturbação, toque nos órgãos genitais. Ele também obrigava a vítima a fazer sexo oral”, mencionou.

De acordo com a denúncia, João de Deus praticou os abusos sexuais em salas de atendimento fechadas. Ele dizia que “não era sexo”, mas sim algo que fazia parte de um tratamento espiritual.

As vítimas da nova denúncia são do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Com informções de G1

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