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fev 28 2018

Jungmann anuncia para este ano concurso para mil vagas na PF e PRF

jungmann

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou, em entrevista coletiva, que a tarefa é conseguir a “universalização dos serviços de segurança”, o que só aconteceu, no Brasil, com a saúde e a educação.

Em busca disso, anunciou que, amanhã (1º), o presidente Michel Temer vai receber os governadores e deve anunciar recursos para a área. Ele também afirmou que a participação da sociedade é fundamental.

Jungmann anunciou os nomes que formarão a equipe da pasta. O general Carlos Alberto Santos Cruz acumulará a Secretaria-Executiva e a Secretaria Nacional de Segurança Pública; o diplomata Alessandro Candeas será o chefe de gabinete; o delegado Rogério Galloro será o diretor da Polícia Federal; Renato Borges Dias fica na direção da Polícia Rodoviária Federal, e Carlos Felipe de Alencastro, como diretor do Departamento Penitenciário Nacional.

O ministro adiantou que, na próxima semana, todos os prefeitos das capitais serão convidados para discutir segurança. “A Constituição de 1988 não legou aos municípios responsabilidade pela segurança pública, mas isso é injustificável”, disse ele, citando ainda a importância das guardas municipais.

Ele também vai convocar todas as organizações e entidades, começando na próxima semana, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). “O mesmo vale para o meio empresarial”, destacou. Segundo o ministro, o ex-ministro Armínio Fraga irá colaborar com seu esforço de aproximar os empresários da questão da segurança.

Jungmann prometeu um encontro de todos os ministros da Segurança da América do Sul e falou sobre a importância do combate ao crime ser transnacional. “Se o crime se globaliza, não é mais possível enfrentá-lo apenas no espaço nacional”, pontuou.

Sobre a situação carcerária, o ministro citou reunião com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a convite da ministra Cármen Lúcia, onde teria se informado sobre a questão. Além disso, anunciou estudos para a criação de uma força nacional de segurança permanente.

Salientou que o governo tem por princípio e vai aplicar uma política que pretende muita parceria entre os estados, mas os recursos terão que ter contrapartidas. Jungmann disse que essa parceria implicará em um comprometimento dos estado com o objetivo de, dentro de dois anos, os policiais que não estão nas ruas – estão em outras unidades, atividades administrativas – sejam apenas 1% a 2%. “Nós queremos policiais nas ruas.”

O ministro também prometeu duplicar, este ano, o contingente da Polícia Federal (PF) em postos de fronteira. “Serão 300 agentes”, disse. Segundo ele, também será reforçada a área de combate aos crimes de corrupção com 29 novos delegados.

Sobre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Jungmann diz que será implantado o “plantão voluntário”. O governo irá comprar parte da folga dos policiais, permitindo que haja dois mil policiais a mais patrulhando as rodovias.

Também antecipou que, em reunião, hoje, com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ficou decidido que será realizado concurso público para o preenchimento de 500 vagas na PF e de outras 500 na PRF, ainda este ano.

 

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