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jul 30 2020

Justiça cumpre mandados de prisão contra milicianos no Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou, hoje (30), a operação Gongue Magogue para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão contra 14 policiais militares e oito civis integrantes da milícia na zona oeste do Rio.

Segundo o MP-RJ, o grupo é responsável por diversos crimes na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá, como a exploração e comercialização de sinais clandestinos de televisão a cabo e a venda de cigarros ilegais, mas atua principalmente na exploração ilícita de pontos de mototáxi. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em um imóvel utilizado como central clandestina de TV a cabo, atividade explorada pelos criminosos.

De acordo com a investigação, os PMs receberam propinas para fornecerem informações privilegiadas sobre operações policiais na região, além de garantir a livre circulação dos mototaxistas do grupo nas áreas de fiscalização do 18º BPM (Jacarepaguá) e 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).

Quando abordados pela polícia, os mototaxistas faziam contato com membros da milícia e eram liberados. Além disso, em alguns momentos, os próprios policiais militares presentes na operação assumiam a ligação para confirmarem diretamente se o mototaxista detido era parceiro do grupo criminoso.

Telefonemas interceptados revelaram que os mototaxistas que deixavam de pagar as taxas impostas pelos milicianos eram banidos da região, ameaçados, agredidos fisicamente ou tinham suas motocicletas confiscadas.

A denúncia apresentada pelo MPRJ aponta ainda a existência de indícios da prática de invasão de propriedade, grilagem de terras, exploração sexual de menores e lesões corporais contra membros da própria organização criminosa que cometessem erros ou desobedecessem a ordens de superiores.

Os mandados da operação foram expedidos pela Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, no caso dos policiais militares, e pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, no caso dos denunciados civis.

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