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nov 21 2019

Marielle: Porteiro que citou Bolsonaro recua em novo depoimento

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O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes, depôs na terça-feira (19) à Polícia Federal e recuou da versão que havia dado em dois depoimentos em outubro à Polícia Civil do  Rio de Janeiro.

Agora, o funcionário do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, afirmou ter lançado errado o registro de entrada do ex-policial militar Élcio Queiroz na casa 58, de propriedade do presidente, na planilha de controle do condomínio horas antes do assassinato de Marielle, em 14 de março de 2018.

No final de outubro, o Ministério Público do Rio havia afirmado que uma perícia desmentiu o porteiro e apontou que a ida de Élcio para a casa 66, do policial militar reformado Ronnie Lessa, outro acusado do crime e que morava no mesmo condomínio.

Ele frisou que se sentiu “pressionado” e deu a primeira versão para o episódio, na qual a entrada do suspeito de matar a vereadora foi autorizada pelo “seu Jair” pelo interfone do condomínio. Apesar de afirmar que se sentiu “pressionado”, Alberto Mateus disse que ninguém o pressionou a prestar a versão em que menciona o presidente.

A informações sobre o novo depoimento foram reveladas pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e confirmada pelos jornais Folha de S.Paulo e o Estado de S. Paulo.

Registros da Câmara dos Deputados mostram que o então deputado federal Jair Bolsonaro, estava em Brasília no dia do crime.

O porteiro deu seu depoimento no inquérito aberto pela PF para apurar seu próprio testemunho no caso Marielle. A investigação havia sido pedida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para apurar “tentativa de envolvimento indevido” do nome de Bolsonaro nas investigações sobre a morte da vereadora.

O depoimento do porteiro, que chegou por volta das 12 horas de terça-feira acompanhado por defensores públicos, durou cerca de três horas. A Polícia Federal confirmou a oitiva do funcionário do condomínio, mas afirmou que seu teor está sob sigilo. O Ministério Público Federal disse que só se manifestará após o caso ser concluído.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou, a pedido de Moro, que o funcionário fosse investigado por possível prática dos crimes de obstrução de Justiça, denunciação caluniosa, falso testemunho e violação de um artigo da Lei de Segurança Nacional, promulgada na época da ditadura militar.

A versão inicial do porteiro foi dita em duas ocasiões no caso e, como prova, foi levado aos investigadores a planilha de controle de entrada no Vivendas da Barra. O registro apontava a ida de Elcio Queiroz à casa 58. Agora, o porteiro afirma que anotou o número errado na planilha.

Com informações de DW

Foto: Diário do Litoral

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