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dez 15 2014

MÉDIA DA EQUIPE DE ROLLEMBERG É DE 47,6 ANOS. A MAIS JOVEM NA HISTÓRIA DE BRASÍLIA

RENATO RIELLA

Falou-se muito que o governador Rodrigo Rollemberg faria um ministério – e não um secretariado. Houve especulação sobre os nomes de ex-ministros, mas no final a equipe de 25 nomes do primeiro escalão não apresentou ninguém em nível ministerial.

São quase todos técnicos, dez deles com atuação como professores, numa média de idade baixíssima: 47,6 anos.

O governador eleito tem 55 anos e vai comandar a equipe mais jovem que já passou pelo Governo do Distrito Federal.

Ele traz alguns nomes de fora para cargos importantíssimos, como Leonardo Colombino, o secretário da Fazenda, que vem do governo de Minas Gerais, onde trabalha desde 2003.

Há uma predominância acadêmica no governo, com muita gente oriunda da Universidade de Brasília. O governador tem direito de fazer esse tipo de experiência, mas a UnB é um reduto fechado, com pouca comunicação com a Brasília real. Vamos ver como se sairá este grupo de elevado currículo e pouca prática.

Podemos imaginar que o secretariado de Rollemberg mereça maior confiabilidade do que uma equipe contaminada pelos vícios da política e pelo desempenho empresarial específico.

No Brasil, costumamos dizer que, se os governos roubarem somente 50%, haverá grande progresso. Diante disso, podemos esperar que o novo governo do DF fique mais imune aos escândalos que abalaram Brasília nas últimas décadas.

A grande dúvida que tenho é se a equipe de Rollemberg terá jogo de cintura para negociar as grandes crises previstas, no confronto direto com servidores, grandes fornecedores de produtos e serviços, além da classe política, que mantém fatias de poder e não pode ser subestimada.

Mas o jogo está posto. Conforme disse o governador eleito, os novos secretários começam desde já a fazer contato com suas interfaces setoriais.

Imagina-se, por exemplo, que o futuro secretário de Mobilidade comece a discutir normalidade nos serviços de transporte coletivo. Da mesma forma, o secretário de Saúde vai mergulhar nos contatos com os fornecedores do seu setor, para que os hospitais não parem.

E o secretário de Educação mergulhará nos problemas dessa área, que envolvem garantia de compromissos salariais e o diagnóstico das condições físicas das escolas.

A equipe tem perfil jovem e terá agilidade e força para enfrentar os problemas que já foram apontados pelo governador. E a população estará rezando para que tudo dê certo, pois Brasília já sofreu demais neste século.

 

Veja a lista completa com os nomes da nova equipe de governo


Chefe da Casa Civil: 
Hélio Doyle
Chefe da Casa Militar: 
Cláudio Ribas
Relações Institucionais e Sociais:
 Marcos Dantas
Planejamento, Orçamento e Gestão: 
Leany Lemos
Fazenda: 
Leonardo Colombini
Gestão Administrativa e Desburocratização: 
Antônio Paulo Vogel
Justiça e da Cidadania: 
João Carlos Souto
Educação: 
Júlio Gregório
Saúde:
 Ivan Castelli
Segurança Pública e Paz Social: 
Arthur Trindade
Gestão do Território e Habitação: 
Thiago de Andrade
Economia e Desenvolvimento Sustentável: 
Arthur Bernardes
Cultura: 
Guilherme Reis
Infraestrutura e Serviços Públicos: 
Júlio Peres
Desenvolvimento Humano e Social: 
Marcos Pacco
Trabalho e Empreendedorismo:
 Georges Michel Sobrinho
Mulher, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos: 
Marise Guebel
Agricultura e Abastecimento: 
José Guilherme Leal
Mobilidade: 
Carlos Tomé
Políticas para Crianças, Adolescentes e Jovens: 
Jane Klebia Reis
Meio Ambiente: 
André Lima
Ciência, Tecnologia e Inovação: 
Paulo Salles
Esporte e Lazer: 
Leila Barros
Turismo: 
Jaime Recena
Chefe de gabinete do governador: 
Rômulo Neves

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3 comentários

  1. Wílon Wander Lopes

    Parabéns, Rodrigo Rollemberg. Deus te ajude nesta tarefa difícil de governar o nosso Distrito Federal.
    Que seja bem sucedida a sua equipe.
    Brasília e todo o DF precisam de duas coisas, mais do que tudo:
    1 – que os governantes ouçam a comunidade diretamente envolvida no problema a ser resolvido (por exemplo, ouvir a comunidade de Taguatinga sobre o túnel que vai ser construído no centro da cidade);
    e 2 – mais atenção, interação e compromisso de quem a governa com o espírito de Brasília.
    Afinal construímos e consolidamos uma cidade que ganhou o título (merecido) de patrimônio cultural da Humanidade. Precisamos preservar Brasília, cuidando do Plano Piloto e, mais ainda, das cidades-satélites e do Entorno, de onde podem vir as piores ameaças ou as melhores prospectivas.
    Que 2015 traga muita alegria a todos nós, que participamos da eleição que renovou o quadro dirigente do Distrito Federal. Que Deus nos ajude a todos!

  2. Wílon Wander Lopes

    Uai, Riella, desapareceu outra vez comentário
    que fiz sobre o secretariado do Rollemberg.
    Censura ou defeito?

  3. Wílon Wander Lopes

    Vejo agora que meu comentário voltou. E inteiro. Que bom que foi defeito!
    Gente de cidade-satélite, injustamente discriminada desde os primeiros tempos,
    é assim mesmo. Qualquer coisa, nosso pessoal já se sente discriminado…

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