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ago 31 2020

Mercado mantém tendência otimista e projeta queda do PIB para -5,28%

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Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado hoje (31), a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,46% para queda de 5,28%.

Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,66%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta de 3,50% para o PIB. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. 

O relatório do Banco Central traz também a estimativa para a projeção para a produção industrial de 2020, que foi de baixa de 7,68% para queda de 7,35%. Há um mês, estava em baixa de 7,92%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 5,42% para 5,65%, ante 4,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,00% para 66,70%. Há um mês, estava em 67,50%. Para 2021, a expectativa foi de 69,65% para 69,48%, ante 69,83% de um mês atrás.

O Relatório de Mercado Focus trouxe a manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiu em 11,63%. No caso de 2021, foi de 2,67% para 2,62%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,66% e 2,84%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 passou de 15,00% para 14,80%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro.

Para 2021, passou de 6,20% para 6,10%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,25% e 6,50%, nesta ordem. O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. J

O resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros. Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia da Covid-19, o país terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

Com informações de Estadão Conteúdo

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